June 5, 2019 / 8:26 PM / 11 days ago

Mídia australiana denuncia operações policiais em emissora estatal e News Corp

SYDNEY (Reuters) - A polícia da Austrália realizou operações nos escritórios da emissora estatal nesta quarta-feira devido a alegações de que esta publicou material confidencial, a segunda operação de busca em um veículo de mídia em dois dias, o que desencadeou queixas de ataques à liberdade de imprensa.

A Polícia Federal da Austrália disse que seus agentes cumpriram um mandado de busca no escritório central da Australian Broadcasting Corp (ABC), que recebe fundos estatais, em Sydney.

A polícia também esteve na casa de um editor da News Corp um dia antes, mas disse que as busacas não estão relacionadas.

A ABC disse que a operação se deveu a reportagens de 2017 sobre a suposta má conduta de tropas australianas no Afeganistão, e a News Corp disse que a operação na casa de um editor na terça-feira teve relação com uma reportagem de 2018 sobre planos de vigilância dos emails, mensagens de texto e registros bancários dos australianos.

“É altamente incomum a emissora nacional ser alvo de uma operação desta maneira”, disse o diretor da ABC, David Anderson, em um comunicado.

“Este é um desdobramento grave e provoca dúvidas legítimas sobre a liberdade de imprensa e o devido escrutínio público de questões de segurança nacional e de defesa”, afirmou.

A News Corp, controlada pelo magnata Rupert Murdoch, classificou a operação como “ultrajante e truculenta” e “um ato perigoso de intimidação”.

O questionamento policial de jornalistas não é novidade, mas as batidas em duas organizações de notícias influentes provocaram receios de que a segurança nacional está sendo usada para justificar limitações a denúncias e reportagens que possam constranger o governo.

“Existem salvaguardas insuficientes para evitar que agências de cumprimento da lei usem estes poderes para expor fontes confidenciais de jornalistas”, disse Emily Howie, diretora legal do Human Rights Law Centre.

“Isto é chocante para aqueles que são visados, mas esta vigilância também tem um efeito intimidador em pessoas que se expõem”, acrescentou.

Por Byron Kaye, Tom Westbrook e Colin Packham

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