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Lenda do automobilismo, britânico Stirling Moss morre aos 90 anos

LONDRES (Reuters) - O piloto britânico Stirling Moss, considerado um dos maiores de todos os tempos na Fórmula 1 apesar de nunca ter vencido o campeonato mundial, morreu neste domingo aos 90 anos após batalhar durante anos contra uma doença.

“Ele morreu da mesma forma como viveu, sendo maravilhoso”, disse sua esposa Susie ao jornal Daily Mail.

“Ele simplesmente se cansou no final e apenas fechou seus lindos olhos, e foi isso.”

Companheiro de equipe do argentino pentacampeão mundial Juan Manuel Fangio na Mercedes, o britânico sobreviveu a uma das épocas mais mortais do automobilismo, com 16 vitórias em grandes prêmios nos anos 50 e início dos anos 60.

Quatro vezes vice-campeão da Fórmula 1, e também o terceiro na tabela geral de classificação em três ocasiões, nenhum outro piloto venceu tantas corridas sem conseguir conquistar o título.

Moss foi o primeiro britânico a vencer um GP pilotando em casa, ao derrotar Fangio no circuito de Aintree, em Liverpool, pela Mercedes em 1955, com seu nome se tornando sinônimo de velocidade para uma geração inteira de fãs.

Ele também venceu provas correndo com Maserati, Vanwall, Cooper e Lotus, estes dois últimos pela escuderia Rob Walker.

A notícia de sua morte foi lamentada em todo o mundo do automobilismo, com a Fórmula 1 e Jean Todt, presidente da FIA, saudando uma “lenda” do esporte e chamando-o de “um dos maiores”.

“Hoje, o mundo do esporte perdeu não apenas um ícone verdadeiro e uma lenda, mas um cavalheiro. A equipe e a família Mercedes Motorsport perderam um amigo querido. Sir Stirling, sentiremos sua falta”, disse a Mercedes.

“RIP Sir Stirling. Uma verdadeira lenda e uma pessoa maravilhosa. Para a Scuderia Ferrari, ele foi um oponente formidável”, disse o time italiano.

“Um competidor prodigioso, piloto extremamente talentoso e cavalheiro consumado, ele deixa uma marca indelével de grandeza na história do automobilismo internacional”, afirmou a McLaren no Twitter.

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