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Catalães confinados comemoram Dia de São Jorge com rosas nas sacadas

BARCELONA (Reuters) - Presos em casa por causa do isolamento do coronavírus, moradores da região espanhola da Catalunha mantiveram as tradições do Dia de São Jorge nesta quinta-feira com rosas nas sacadas e trocas de livros pela internet.

Las Ramblas durante quarentena pelo coronavírus 16/3/2020 REUTERS/Nacho Doce

O lendário matador de dragões é o santo padroeiro da região do nordeste da Espanha, onde atende por “Sant Jordi” na língua local, e também da Inglaterra.

Normalmente os catalães tomam as ruas com seus entes queridos, trocando livros e rosas que representam a flor que emanou do sangue derramado do dragão.

Mas a doença conhecida como Covid-19 deixou as ruas virtualmente desertas, incluindo o famoso bulevar de La Rambla, em Barcelona.

“Parece que houve uma explosão atômica”, disse Rafel Dalmau à rede pública catalã TV3 em La Rambla, onde as floriculturas estavam fechadas e muito poucas pessoas circulavam.

“É muito estranho.”

Inflexíveis, alguns catalães encomendaram flores pela internet e as colocaram nas sacadas, juntamente com desenhos de rosas e outros aspectos da lenda, como mostraram as redes sociais. Bandeiras regionais também apareceram em abundância.

Alguns escritores que costumam autografar suas obras nas ruas participaram de bate-papos virtuais, e as livrarias atenderam pedidos online.

Mesmo assim, a atividade não foi nada comparada à de um dia de Sant Jordi normal.

“Quando penso em Sant Jordi, penso na emoção e alegria que ele me deu, e é por isso que me magoa tanto estar em casa” em vez de estar autografando livros nas ruas, disse a escritora Almudena Grandes à TV3.

Os catalães terão uma segunda chance de aproveitar o Dia de São Jorge, provavelmente com menos restrições, já que floristas e livreiros planejam realizar uma comemoração tardia em 23 de julho.

Na noite de quarta-feira, rosas brancas foram oferecidas a profissionais de saúde do Hospital das Clínicas de Barcelona, um dos maiores hospitais da cidade lidando com o surto de coronavírus, que já matou mais de 22 mil pessoas no país.

Trata-se da terceira maior taxa de mortalidade do mundo, e a Espanha impôs um dos isolamentos mais rigorosos em vigor.

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