July 23, 2020 / 6:54 PM / 23 days ago

Família de cantor etíope lamenta morte de "herói como um leão"

Hundeessaa Bonsa, pai de cantor e político etíope Haacaaluu Hundeessaa, em sua casa em Ambo 22/07/2020 REUTERS/Dawit Endeshaw

AMBO, Etiópia (Reuters) - A casa branca de pedra com piso pavimentado se destaca na cidade etíope de Ambo, em uma região pobre onde as casas são construídas principalmente de madeira e barro.

Mas a cerca ao redor está incompleta — um lembrete constante do filho mais famoso, o cantor e político Haacaaluu Hundeessaa, que foi morto a tiros por homens armados desconhecidos em Addis Abeba, no mês passado.

“Meu filho era um herói como um leão, ele rugia por seu povo, mas foi devorado por ratos”, disse, chorando, Gudetu Hora, mãe de Haacaaluu, à Reuters.

Haacaaluu, de 36 anos, era membro do grupo étnico oromo —o maior da Etiópia—, e suas canções eram hinos para jovens manifestantes que derrubaram um dos regimes mais repressivos da África.

A morte dele provocou protestos na capital, nos quais 178 pessoas foram mortas. Duas pessoas, incluindo o suspeito, foram presas pelo assassinato de Haacaaluu.

“Meu coração não vai se curar até o dia em que me juntar a ele”, afirmou Hundeessaa Bonsa, pai do falecido músico. “Minha ferida vive como está, não vai curar. Haacaaluu era o filho brilhante da casa.”

As músicas de Haacaaluu, gravadas na língua oromo, foram a trilha sonora de uma geração de manifestantes cujos três anos de protestos antigovernamentais finalmente forçaram a renúncia do primeiro-ministro em 2018 e sua substituição por Abiy Ahmed, cujo pai é oromo.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below