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Galeria britânica é criticada por mural que mostra escravidão infantil em restaurante

Homem ergue punho em apoio a protesto antirracista 19/06/2020 REUTERS/Brendan Mcdermid

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Uma das principais instituições de arte britânicas enfrentou nesta quarta-feira pedidos para mudar um restaurante de local, onde há um mural que retrata a escravidão infantil pelo célebre artista Rex Whistler dos anos 1930.

A parlamentar negra Diane Abbott acrescentou sua voz às crescentes demandas para que a Tate Britain mude seu restaurante para fora da sala pintada à mão, com imagens de um garoto escravizado, amarrado pelo pescoço a um cavalo, e sua mãe angustiada.

“Não imaginava que um mural famoso tivesse imagens repugnantes de escravos negros”, tuitou Diane Abbott, parlamentar do Partido Trabalhista, de oposição.

“A gerência do museu precisa mudar o restaurante. Ninguém deve comer cercado por imagens de escravos negros.”

A Tate, uma rede de quatro museus de arte patrocinados pelo governo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Uma declaração no site do restaurante Rex Whistler reconheceu a “imagem racista profundamente problemática” no mural de 1927, que diz refletir atitudes comuns no Reino Unido na época, à medida que seu domínio imperial estava enfraquecendo.

O restaurante está fechado no momento devido à pandemia de coronavírus.

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