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Revista britânica de moda Vogue fica séria para setembro

Cópia da edição de setembro da revista britânica Vogue 05/08/2020 REUTERS/Hannah McKay

LONDRES (Reuters) - O fotógrafo Misan Harriman espera incentivar os empregadores a ampliar a rede de recrutamento com sua capa da Vogue mostrando influentes ativistas negros no lugar das tradicionais estrelas.

O jogador de futebol Marcus Rashford, que ajudou a forçar uma reviravolta do governo do Reino Unido em vales-refeição para crianças, e Adwoa Aboah, modelo e ativista em saúde mental, são apresentados com a frase “Ativismo Agora, Os Rostos da Esperança” na capa da revista que é considerada a Bíblia da moda.

Para Harriman, o primeiro fotógrafo negro a estampar uma capa da Vogue britânica, a imagem é “realmente deste momento”, refletindo um momento de protestos pela justiça social após a morte de George Floyd em Mineápolis.

“Acho que você tem que ampliar a rede. Eu não sou o único fotógrafo negro, existem milhares, centenas de milhares de fotógrafos negros incríveis por aí”, afirmou.

Foram as imagens de Harriman do movimento Black Lives Matter de Londres que o levaram à atenção do editor-chefe da Vogue do Reino Unido, Edward Enninful, ele próprio a primeira pessoa negra a liderar a revista.

A Vogue precisava mudar após os protestos e a pandemia de coronavírus, disse Enninful à BBC, e foi isso que levou a capa de Harriman para a edição de setembro.

“Você não podia simplesmente vender roupas e sapatos bonitos quando o mundo passa por uma crise”, afirmou o editor.

Reportagem adicional de Hanna Rantala

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