8 de Maio de 2008 / às 18:43 / em 10 anos

ESTRÉIA-Excesso de personagens banaliza "Banquete do Amor"

SÃO PAULO (Reuters) - O drama romântico “Banquete do Amor”, que estréia em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília na sexta-feira, é uma espécie de cardápio sobre os mais variados tipos de relacionamentos amorosos.

<p>Excesso de personagens banaliza 'Banquete do Amor'. O drama rom&acirc;ntico 'Banquete do Amor', que estr&eacute;ia em S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Bras&iacute;lia na sexta-feira, &eacute; uma esp&eacute;cie de card&aacute;pio sobre os mais variados tipos de relacionamentos amorosos. Foto do Arquivo. Photo by Mario Anzuoni</p>

Em uma das primeiras cenas, Harry Stevenson (Morgan Freeman, de “Menina de Ouro”) conta que, segundo a lenda, os deuses gregos estavam entediados e por isso inventaram os humanos.

Mas o tédio não passou, então criaram o amor. Como gostaram do resultado, eles resolveram experimentar a paixão. Mais tarde inventaram o riso, para que pudessem suportá-la.

É exatamente atrás disso que está o diretor Robert Benton (“Revelações”, “Kramer Vs Kramer”): amor e risos para acabar com o tédio da existência.

Baseado no romance homônimo de Charles Baxter, “Banquete do Amor” é uma série de histórias românticas inter-relacionadas, algumas bem-sucedidas, outras fadadas ao fracasso.

Por amor, entenda-se não apenas o relacionamento entre homem e mulher, mas também entre amigos, pais e filhos e até animais de estimação. Essa teia de encontros e desencontros é o que dá sentido às vidas dos personagens.

Como em “Sonho de Uma Noite de Verão”, o amor faz todo mundo de bobo. Este filme, de certa forma, não passa de uma releitura moderna da peça de William Shakespeare, com o amor unindo e separando as pessoas, trazendo alegrias e sofrimentos.

No time dos perdedores-que-não-desistem está Bradley (Greg Kinnear). Depois de ser abandonado pela mulher (Selma Blair) que se apaixona por outra garota, ele conhece Diana (Rhada Mitchell), uma agente imobiliária que vive um relacionamento quente com David (Billy Burke), que é casado e não quer abandonar a mulher.

Mesmo não apaixonada, Diana aceita se casar com Bradley, o que dá início a uma série de enganos e frustrações.

Enquanto isso, a jovem Chloe (Alexa Davalos) conhece Oscar (Toby Hemingway) e se apaixonam à primeira vista. O único problema é o pai abusivo dele (Fred Ward), o que acaba obrigando o casal a buscar um lar que possam chamar de seu.

Para juntar dinheiro, eles começam a fazer filmes pornográficos. Mais tarde, mesmo quando uma cartomante faz uma profecia trágica, a moça não abandona o rapaz -- afinal, a vidente pode ser apenas uma charlatã.

O próprio filósofo Harry (Freeman) tem os seus problemas. Ele e sua mulher (Jane Alexander) não conseguiram superar a morte do filho há um ano por overdose. Esse fantasma os perseguirá para sempre, embora Chloe e Oscar possam significar a chance de uma redenção.

O excesso de personagens e tramas impede que qualquer um deles seja suficientemente desenvolvido. Depois de uma adaptação fracassada de um livro complexo (“A Marca Humana”, de Philip Roth, que resultou no filme “Revelações”), o diretor aposta num tema mais popular.

Por Alysson Oliveira, do Cineweb

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