21 de Agosto de 2008 / às 14:31 / em 9 anos

ESTRÉIA-Ellen Page estrela drama em "Um Crime Americano"

SÃO PAULO (Reuters) - Indicada ao Oscar de melhor atriz em 2008 pela comédia “Juno”, a jovem atriz Ellen Page pode ser vista em uma situação dramaticamente diferente no drama “Um Crime Americano”, que estréia em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre na sexta-feira.

<p>A atriz Ellen Page posa no MTV Movie Awards de 2008 em Los Angeles em 1 de junho. Indicada ao Oscar de melhor atriz em 2008 pela com&eacute;dia 'Juno', a jovem atriz pode ser vista em uma situa&ccedil;&atilde;o dramaticamente diferente no drama 'Um Crime Americano', que estr&eacute;ia em S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre na sexta-feira. Photo by $Byline$</p>

Ellen Page interpreta Sylvia Fae Likens neste filme, rodado um ano antes de “Juno”.

Trata-se de uma personagem verídica, uma adolescente que foi vítima de brutais maus-tratos, causando sua morte. Ocorrido no estado de Indiana, em 1965, o crime tornou-se um dos mais escandalosos casos policiais da história judicial norte-americana.

Sylvia, de 16 anos, e sua irmã caçula, Jennie (Hayley McFarland), são filhas de um casal de artistas mambembes, que costumam deixá-las temporariamente aos cuidados de outras pessoas quando viajam a trabalho. Em uma dessas situações, deixam as garotas sob a responsabilidade de Gertrude Baniszewski (Catherine Keener).

Mãe solteira de sete filhos de pais diferentes, nenhum deles lhe dando qualquer assistência, e explorada por um namorado mais jovem (James Franco, de “Homem-Aranha”), Gertrude vive em dificuldades financeiras. Por isso aceita cuidar das meninas em troca de dinheiro.

Um problema sério é a saúde mental da mulher, que toma remédios mas, mesmo assim, tem surtos de depressão e agressividade.

Quando a filha mais velha de Gertrude, Paula (Ari Graynor), engravida de um homem casado, alguns adolescentes ficam sabendo. Paula passa a acreditar que Sylvia é a culpada pela divulgação de seu estado -- que ela mesmo nega e esconde da mãe.

Meiga, quieta e angelical, Sylvia desperta um ódio intenso tanto de Paula, quanto de sua mãe -- que parece ver em sua jovem hóspede o símbolo de tudo aquilo que ela nunca poderá ser.

Pouco a pouco, o inferno começa para Sylvia, que é trancada no porão da casa e submetida a todo tipo de espancamento e violência física, levando a menina à morte.

O diretor Tommy O‘Haver (de “Uma Garota Encantada”) encontra um jeito de retratar este caso assustador de forma realista, fazendo com que o filme não seja visualmente insuportável. Ainda assim, trata-se de um trabalho não indicado a qualquer tipo de espectador.

Alternando, em montagem paralela, cenas do julgamento de Gertrude, O‘Haver gradativamente expõe outro aspecto grave -- a participação de crianças e adolescentes, filhos e vizinhos da criminosa, no suplício de Sylvia.

Assim fazendo, coloca em primeiro plano a responsabilidade coletiva de uma comunidade interiorana, religiosa e atrasada.

Por Neusa Barbosa, do Cineweb

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