29 de Maio de 2008 / às 14:04 / em 9 anos

ESTRÉIA-"Crônicas de Nárnia" volta com mais violência

SÃO PAULO (Reuters) - Baseado no quarto livro da celebrada saga do escritor inglês C.S. Lewis, “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian” chega aos cinemas na sexta-feira trazendo um mundo mais violento e sombrio.

<p>A atriz brit&acirc;nica Georgie Henley e o ator William Moseley durante estr&eacute;ia japonesa do longa 'As Cr&ocirc;nicas de N&aacute;rnia: Pr&iacute;ncipe Caspian'. Photo by Yuriko Nakao</p>

Longe da calmaria de seu antecessor, em que os personagens lutam apenas no desfecho, o segundo filme da série abusa das cenas de guerra, dos assassinatos e deixa claro que qualquer um é corruptível.

Quando os órfãos Pedro (William Moseley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley) são chamados de volta a Nárnia, percebem que a Idade de Ouro do fantástico reino acabou.

Embora tenha passado apenas um ano desde o final da primeira parte da história (“Crônicas de Nárnia -- O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa”), em tempo narniano foram mais de 1.300.

Ao chegarem, os irmãos encontram um reino destruído, cujos habitantes se escondem na floresta. Eles foram massacrados pelo povo telmarino, que lembram -- pelo sotaque, figurino e brutalidade -- os conquistadores espanhóis que dominaram os índios do continente americano.

Quem comanda os telmarinos é o vilão Miraz (o ator italiano Sergio Castellitto) que, para ser coroado rei, manda matar o herdeiro legítimo ao trono, o príncipe Caspian do título. Será na fuga de seus algozes que o rapaz conhecerá os habitantes de Nárnia e os irmãos Pavensie.

Quando descobre que Caspian está se unindo aos narnianos para reaver seu direito ao trono, Miraz empenha-se em destruir qualquer resquício da terra encantada.

O diretor e roteirista Andrew Adamson (“Shrek”) conta com uma excelente produção. Com efeitos especiais impecáveis e um elenco vigoroso, consegue montar um filme de entretenimento de qualidade, que dialoga também com os adultos que levarão seus filhos para assistir à exibição.

Não há como negar também que há muitas semelhanças com a série “Senhor dos Anéis” -- alguns críticos chegaram a dizer que “Crônicas de Nárnia” não passava de “Tolkien para crianças”.

Com cenas de luta sanguinárias, ficam mais evidentes as possíveis comparações entre as duas obras, principalmente quando um rio transforma-se num colosso e carrega os malfeitores.

Seja como for, é clara a imagem mais pessimista de “Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”. Embora os nobres e honestos fiquem com a vitória nas lutas entre o bem e o mal, Nárnia acorda em um novo tempo.

Por Rodrigo Zavala, do Cineweb

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