30 de Setembro de 2008 / às 18:51 / em 9 anos

Exposição destaca amizade de marchand com ícones do século 20

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - O marchand francês Aime Maeght não foi apenas amigo de alguns dos maiores artistas do século 1920.

Ele foi também assessor, patrono e editor de artistas como Miro, Braque e Giacometti. Quando sua galeria em Paris foi aberta, em 1945, ela simbolizou o novo espírito nas artes, após os tempos sombrios da 2a Guerra Mundial e da ocupação alemã.

Uma nova exposição na Royal Academy de Londres sobre Maeght e sua família reúne grandes obras com artefatos pessoais para destacar a jornada do marchand, de proprietário de uma lojinha de rádios em Cannes para influente galerista, colecionador e marchand.

A jornada começou em 1941, quando o pintor Pierre Bonnard conheceu Maeght e sua mulher, Marguerite, na loja Arte, que também abrigava uma gráfica e agência de publicidade, e pediu que imprimissem um pôster.

Marguerite convenceu Bonnard a lhe confiar algumas de suas telas para vender, levando o artista a encorajar o casal a abrir uma galeria em Paris, pouco após o fim da 2a Guerra Mundial.

Henri Matisse passou tempo com a família Maeght durante a guerra, na relativa calma do sul da França, e produziu obras para a exposição inaugural da Galeria Maeght em 1945.

Maeght via Bonnard e Matisse como mentores, mas também teve uma amizade estreita com o artista catalão Joan Miro, o americano Alexander Calder, o co-fundador do cubismo Georges Braque e o escultor suíço Alberto Giacometti.

“Decidimos nos concentrar em quatro dos grandes artistas do século 20 que estão ao cerne da história da família Maeght”, disse a curadora da exposição, Ann Dumas, ao lado do filho e dos três netos de Aime Maeght.

IMAGENS RARAS EM FILME

Um dos principais eventos da Galeria Maeght em seus primeiros anos de vida foi a Exposição Surrealista Internacional de 1947, que marcou o retorno do movimento a Paris após a guerra e destacou obras de Miro.

Algumas das esculturas mais famosas de Giacometti estão na exposição, incluindo a grande “Mulher em Pé I” e uma obra-prima anterior, “Mulher-colher”, criada nos anos 1920.

A mostra também tem móbiles e esculturas de Calder, pinturas importantes de Miro e Braque e uma parede dedicada a capas da revista de arte “Derrière le Miroir”, publicada pelos Maeght entre 1946 e 1982.

Chagall, Leger e Kandinsky aparecem nas capas, revelando a importância dos Maeght no mundo da arte.

O que torna a exposição tão singular, disse Dumas, é a combinação de grandes obras e vitrines contendo artefatos pessoais ligados à família Maeght e aos artistas, muitos dos quais nunca antes foram expostos.

Eles incluem imagens em filme feitas pelo filho então adolescente de Aime, mostrando Matisse pintando um retrato de Marguerite.

Em outra, Giacometti é visto dançando e brincando com as crianças da família Maeght numa sala ensolarada.

Aime Maeght, que estudou litografia quando jovem, incentivou seus artistas a trabalhar com mídias diferentes, e a última sala da exposição contém grandes litografias criadas por Miro em sua velhice.

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