9 de Outubro de 2008 / às 16:48 / em 9 anos

Paródia sobre nazismo pretende acabar com tabu alemão

Por Josie Cox

BERLIM (Reuters) - Uma sátira ao nazismo feita na Alemanha parodia o épico de 1981 “O Barco, Inferno no Mar” ao tentar provar que o Terceiro Reich deixou de ser um terreno proibido para os comediantes alemães.

No “U-900,” do diretor Seven Unterwaldt, o comediante Atze Schroeder interpreta um alemão obrigado a fugir da Alemanha nazista depois de ter sido flagrado com a filha de um figurão nazista, cuja vida ele mais tarde consegue salvar ao sequestrar o “U-Boot 900” (submarino 900).

A paródia, que estréia em toda a Alemanha na quinta-feira, não é a primeira tragicomédia a tratar dos nazistas.

No ano passado, o filme “Mein Fuehrer -- The Truly Truest Truth about Adolf Hitler”, (Mein Fuehrer -- a verdade mais verdadeira sobre Adolf Hitler), do diretor judeu Dani Levy, foi duramente atacado pela crítica mesmo que, surpreendentemente, tenha saído-se bem nas bilheterias.

A sátira sobre Hitler atraiu a atenção dos meios de comunicação porque, sem meias palavras, retrata o ditador nazista como um drogado dado a urinar na cama.

Schroeder, um ex-dono de banca de jornal que recentemente se transformou no mais popular comediante alemão do tipo “stand up”, disse estar ciente do trauma existente no país em relação ao Holocausto.

“Fazer troça dos nazistas --isso é algo nobre para um comediante mesmo que nestes dias e neste momento”, afirmou o ator à revista alemã TV Spielfilm.

“Não se trata de dar uma aula de história, mas de fazer piada com um cara que consegue se safar de todas as encrencas imagináveis.”

Ao longo dos 60 anos de culpa e vergonha pelos crimes nazistas cometidos por seus avós, os alemães acostumaram-se a identificar a história com algo doloroso e os cineastas evitaram retratar de forma dramática o passado recente. A era nazista foi deixada a cargo dos documentaristas.

“O Barco”, de Wolfgang Petersen, um premiado filme sobre a malfadada tripulação de um submarino, representou uma rara exceção até que a proibição auto-imposta começou a ruir, em 2004, ano de lançamento de “A Queda”. Desde então, os alemães realizaram outros filmes sobre a era nazista.

Schroeder navegou ele próprio nessas água em seu programa humorístico, com um episódio chamado “Schroeder’s List” (a lista de Schroeder), uma paródia do filme de Steven Spielberg, de 1993, “A Lista de Schindler”.

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