28 de Outubro de 2008 / às 17:19 / em 9 anos

Farrell diz que finalmente superou o fracasso de "Alexandre"

Por Silvia Aloisi

<p>O ator Colin Farrel chega &agrave; pr&eacute;-estr&eacute;ia do filme "Pride and Glory" em Nova York em 15 de outubro. Os astros de Hollywood normalmente n&atilde;o gostam de falar de seus fracassos profissionais, especialmente quando ningu&eacute;m lhes perguntou sobre eles. REUTERS/Lucas Jackson</p>

ROMA (Reuters) - Os astros de Hollywood normalmente não gostam de falar de seus fracassos profissionais, especialmente quando ninguém lhes perguntou sobre eles.

Mas Colin Farrell contrariou sua reputação de “bad boy” na terça-feira, falando sobre sua decepção com as críticas negativas e a bilheteria fraca de “Alexandre”, o filme de 2004 de Oliver Stone em que ele fez o papel do conquistador da antiguidade.

A admissão é ainda mais surpreendente por ter sido feita após elogios de um moderador de coletiva de imprensa no festival de cinema de Roma, que disse que viu Farrell acalmar um cavalo agitado no set de “Alexandre”, conversando com o animal.

Farrell, ao lado de Angelina Jolie e Val Kilmer, com quem contracenou no filme, foi indicado ao troféu de pior ator pelo retrato do líder militar da antiguidade grega nos Razzie Awards de 2005, que premiam os filmes vistos como os piores do ano.

Feito com orçamento estimado em 155 milhões de dólares, “Alexandre” arrecadou apenas 34 milhões nos EUA.

“Foi um filme feito para ser visto por muitas pessoas. Poucas pessoas o viram, e as que o viram não gostaram muito. Isso foi uma merda, realmente uma merda”, disse o ator.

“Eu fiquei muito mal com isso. Senti que tinha decepcionado muita gente. Levei algum tempo para superar aquilo.”

Com os cabelos na altura dos ombros, o ator irlandês de 32 anos, que está em Roma para apresentar o drama “Pride and Glory”, disse que já superou aquele fracasso.

Em “Pride and Glory”, ele contracena com Edward Norton e Jon Voigt. O filme faz o retrato de uma família de policiais cujos membros se vêem em lados opostos num escândalo de corrupção.

O filme estreou no festival de Toronto no mês passado, teve uma estréia comercial decepcionante nas bilheterias norte-americanas no fim de semana, ficando em quinto lugar, e vem dividindo a crítica.

É o único filme americano na competição principal do festival de Roma, que este ano tem presença pequena de Hollywood.

O diretor Gavin O‘Connor, filho de um policial de Nova York, disse que baseou-se em seu conhecimento pessoal do mundo dos policiais para desenvolver a trama em conjunto com seu irmão gêmeo Gregory, que foi produtor do filme.

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