24 de Novembro de 2008 / às 11:19 / em 9 anos

Michael Jackson fecha acordo legal com príncipe do Barein

Por Mike Collett-White

<p>Michael Jackson cancela comparecimento a corte londrina. REUTERS/Kim Kyung-Hoon (JAPAN)</p>

LONDRES (Reuters) - Michael Jackson e um filho do rei do Barein assinaram na segunda-feira um acordo extrajudicial, pondo fim a uma disputa legal na qual o príncipe processou o astro pop, dizendo que este tinha descumprido um contrato de gravação e lhe devia dinheiro.

Nem Jackson nem o xeique Abdullah bin Hamad al-Khalifa compareceram à Alta Corte de Londres para ouvir seus advogados confirmarem para o juiz que um acordo tinha sido selado.

Duas horas depois, as duas partes acordaram o texto de um pequeno comunicado conjunto, que, disseram, pôs fim formalmente à disputa.

“O xeique Abdullah e Michael Jackson têm o prazer de confirmar que resolveram amigavelmente sua disputa, que estava em litígio diante da Alta Corte de Londres”, disse Philip Croall, sócio sênior da firma de advocacia Freshfields.

“Cada um deseja sorte ao outro em seus respectivos empreendimentos”, disse Croall a jornalistas. As duas partes disseram que os detalhes sobre o acordo não serão divulgados.

A notícia de que um acordo seria selado “em princípio” foi anunciada na noite de domingo, poupando Jackson do trabalho de ter de viajar até a Grã-Bretanha para depor.

O recluso popstar de 50 anos tinha dito originalmente que iria a Londres para depor, desencadeando interesse intenso da imprensa e levando administradores do tribunal a emitir passes para a imprensa, para conter a superlotação do tribunal 73.

Um grupinho de fãs inveterados foi ao tribunal na segunda-feira para ouvir um advogado falar com o juiz por cerca de 20 segundos, apesar de saberem que Michael Jackson tinha cancelado seu comparecimento.

NEGÓCIOS E PRESENTES

Os advogados de Jackson tentaram retratar o xeique Abdullah como um fã generoso e ingênuo. Eles também afirmaram que os pagamentos feitos a Jackson e sua equipe eram presentes, em vez de um acordo comercial.

A corte ouviu que o príncipe deu 1 milhão de dólares ao cantor e seus representantes antes mesmo de conhecer o astro. Depois, pagou 35 mil dólares em serviços ao rancho Neverland, de propriedade de Jackson, nos Estados Unidos.

Além disso, o xeique pagou 2,2 milhões de dólares em despesas legais de Jackson e mais de 300 mil pelos serviços de um “guru” motivacional. Um dos irmãos de Michael, Jermaine, também recebeu 450 mil dólares em 2004 e 2005, além de um carro Rolls-Royce.

Durante o julgamento de 2005, Jackson e o príncipe conversaram por telefone e compuseram músicas à distância.

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