5 de Fevereiro de 2009 / às 12:36 / em 9 anos

Thriller sobre bancos abre Festival de Cinema de Berlim

Por Mike Collett-White

<p>Clive Owen em coletiva de imprensa para promover o filme "Trama Internacional", escolhido para abertura do Festival de Cinema de Berlim. Ele interpreta um agente da Interpol que investiga um dos bancos mais poderoso do mundo. REUTERS/Hannibal Hanschke</p>

BERLIM (Reuters) - O Festival de Cinema de Berlim começa nesta quinta-feira com “Trama Internacional,” thriller em que Clive Owen é um agente da Interpol que investiga as práticas dúbias de um dos bancos mais poderosos do mundo.

O diretor do festival, Dieter Kosslick, disse que a escolha do filme de abertura foi fortuita, em vista da crise bancária global em que o mundo ocidental está mergulhado.

“Se tivéssemos exibido este filme seis meses atrás, muita gente não teria acreditado no que ele mostra”, falou Kosslick. “Mas agora ele pode ser visto até como uma espécie de documentário.”

“Trama Internacional”, do diretor Tom Tykwer, dá o pontapé inicial em 11 dias de sessões de cinema, tapete vermelho, glamour, celebridades e publicidade em Berlim, o primeiro dos três grandes festivais europeus de cinema realizados anualmente. Os outros dois são Cannes e Veneza.

O festival de Berlim tem fama de destacar cinema contundente, e este ano não será exceção à regra.

Na competição principal, “Storm” examina o legado da guerra na ex-Iugoslávia, enquanto “Mammoth” trata da globalização e dos migrantes econômicos.

Rachid Bouchareb, que fez o criticamente aclamado “Dias de Glória”, vai levar ao festival “London River”, sobre duas pessoas em Londres à procura de seus filhos após as explosões de 7 de julho de 2005 no sistema de transportes públicos da cidade.

Fora da competição principal, Michael Winterbottom vai apresentar o documentário “The Shock Doctrine”, baseado num livro de Naomi Klein e argumentando que poderosos em todo o mundo exploram a guerra e os desastres para suas finalidades próprias.

“Rachel” é um documentário que investiga a morte, em 2003, da ativista americana Rachel Corrie, atropelada por uma escavadeira israelense quando tentava impedir a demolição de casas palestinas.

E o ator e ativista verde Leonardo DiCaprio está previsto para comparecer ao evento Cinema pela Paz, durante o festival, para defender a causa ambiental.

Diferentemente de outros anos, porém, este ano Berlim também terá boa dose de comédias e romances.

“A Pantera Cor-de-Rosa 2”, com Steve Martin no papel do desastrado Inspetour Clouseau, fará sua première internacional no festival.

Em “Cheri,” o diretor Stephen Frears e a atriz Michelle Pfeiffer voltam a trabalhar juntos mais de 20 anos depois de sua colaboração em “As Ligações Perigosas.”

A comédia dos anos 1950 “My One and Only,” com a premiada com o Oscar Renee Zellweger, vai aumentar a presença de celebridades no tapete vermelho, garantindo ao festival o tipo de exposição à mídia de que precisa para crescer.

O festival também abriga um mercado importante de cinema no qual títulos são comprados e vendidos, e o Mercado Europeu de Cinema deste ano dará novas pistas sobre como a indústria cinematográfica internacional está resistindo à crise financeira global.

O filme policial brasileiro “Tropa de Elite” foi o grande premiado de Berlim em 2008, quando recebeu o Urso de Ouro de melhor filme.

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