16 de Fevereiro de 2009 / às 15:55 / em 9 anos

Apesar da crise, Oscar não perde o brilho

Por Bob Tourtellotte

<p>Estatuetas do Oscar s&atilde;o exibidas durante evento em Chicago. REUTERS/John Gress</p>

LOS ANGELES (Reuters) - Quer seja a recessão, a era de Obama ou o fato de que um filme esperançoso é visto como favorito para o Oscar de melhor filme, está claro que o clima é de mudanças em Hollywood no início da semana do Oscar, nesta segunda-feira.

Críticos e cinéfilos vêm fugindo das notícias econômicas tenebrosas, concentrando sua atenção no filme visto como o favorito ao Oscar, “Quem Quer Ser Um Milionário”, romance sobre um jovem indiano pobre que, enfrentando obstáculos enormes, ascende para o sucesso num game show na televisão.

Nos dois anos anteriores, dramas criminais sombrios - “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Os Infiltrados” - conquistaram o Oscar de melhor filme, o prêmio mais importante do cinema mundial.

Planejadores de festas e serviços de catering dizem que os planos para as festividades do Oscar vêm desacelerando. As suítes de hotel em que presentes são oferecidos a celebridades estão abertas, mas, segundo os organizadores, os astros e estrelas estão mais voltados a dar que a receber.

“Obama nos pediu um dia de serviço. Nós estamos pedindo uma noite para fazer uma diferença”, disse Leeza Gibbons, apresentadora de um talk show de celebridades.

Gibbons e a cantora Olivia Newton-John vão apresentar na noite do Oscar um evento beneficente para a Fundação Memória, de Gibbons, e o Centro Câncer e Bem-Estar, de Newton-John.

“Muito do glamour associado aos Oscar ainda está presente, mas está sendo suavizado pelos tempos econômicos”, disse Gibbons.

A revista Vanity Fair, cuja festa tradicionalmente é a de maior prestígio entre as festas pós-Oscar, vai promover seu evento de gala anual, mas ele será mais moderado que os dos anos recentes, devido em parte à recessão.

Elton John e David Furnish vão promover seu evento anual de caridade, mas não haverá as festas particulares concorrentes promovidas no ano passado por Madonna e Prince. Em lugar delas, a elite de Hollywood talvez vá para uma festa patrocinada pela Mercedes-Benz.

SOBRIEDADE, MAS NÃO PESSIMISMO

Muitos orçamentos foram reduzidos nesses eventos luxuosos pré-Oscar e da noite do Oscar. “Alguns foram reduzidos em 1 por cento, outros em 75 por cento”, disse Michael Gapinsky, vice-presidente do serviço de catering Along Came Mary.

As elegantes suítes de hotéis em que estilistas, joalheiros e empresas de cosméticos mimam as estrelas ainda serão um elemento importante nas listas de lugares a ir na semana do Oscar. Mas a caridade também ganhará destaque neles, onde os convidados terão a opção de doar produtos ou dinheiro a outros, disse Gavin Keilly, fundador da GBK Productions, que organiza suítes de presentes.

Os organizadores também prometem um visual novo na cerimônia de entrega dos prêmios da Academia, na noite de domingo. No início do mês, Sid Ganis, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, disse que os produtores da cerimônia “vão assumir alguns riscos, muitos riscos, alguns deles ousados”.

Ele não detalhou os riscos, e os produtores Bill Condon e Laurence Mark (do musical “Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho”) também não querem divulgar nada. A apresentação ficará por conta do australiano Hugh Jackman, que além de atuar canta e dança, em lugar de um comediante, como de costume. Por essa razão, muitos observadores estão prevendo uma apresentação de tipo musical.

O que se sabe é que “Quem Quer Ser Um Milionário”, feito com elenco de atores indianos quase todos desconhecidos, é o favorito claro para o Oscar de melhor filme, tendo já sido premiado pelos produtores, diretores e roteiristas, muitos dos quais são eleitores da Academia. O diretor do filme, o britânico Danny Boyle, é visto como favorito para ficar com o Oscar de direção.

Os outros indicados são “Milk - A Voz da Igualdade”, sobre o ativista gay assassinado Harvey Milk; “Frost/Nixon”, que recria as entrevistas na TV dadas pelo ex-presidente americano Richard Nixon ao apresentador de TV britânico David Frost; “O Curioso Caso de Benjamin Button”, com Brad Pitt no papel de um homem que rejuvenesce ao longo da vida, e o drama do Holocausto “O Leitor”.

Na disputa pelo Oscar de melhor ator, a expectativa é de uma disputa acirrada entre Sean Penn, representando Harvey Milk, e Mickey Rourke, por “O Lutador”. Frank Langella como Nixon é um nome improvável, mas que também tem chances de vencer.

Kate Winslet como mulher que tem um passado secreto, em “O Leitor”, e Meryl Streep como freira católica que luta para pôr fim a abusos sexuais, em “Dúvida”, disputam o Oscar de melhor atriz.

A expectativa é que o falecido Heath Ledger fique com o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel de Coringa em “Batman - O Cavaleiro das Trevas”, e Penélope Cruz é vista por muitos como a melhor candidata ao troféu de melhor atriz coadjuvante, por “Vicky Cristina Barcelona”.

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