13 de Julho de 2009 / às 22:16 / em 8 anos

Shows previstos seriam demais para Michael Jackson, diz família

Por Alex Dobuzinskis

<p>Foto de arquivo do popstar Michael Jackson em Londres. 05/03/2009. REUTERS/Stefan Wermuth</p>

LOS ANGELES (Reuters) - Em entrevista que foi ao ar no dia em que Michael Jackson iniciaria sua volta aos palcos, seu pai disse que o rei do pop não estaria em condições de fazer 50 apresentações em Londres.

Joe Jackson afirmou à ABC News que seu filho lhe falou que concordou apenas em fazer dez shows em Londres, mas que a empresa que promovia os concertos reservou mais datas, elevando o total previsto para 50.

“Eu estava preocupado com a saúde dele, porque, em todos os shows que ando vendo, não há artista que consiga fazer tantos shows consecutivos assim”, disse Joe Jackson à ABC News em entrevista transmitida na segunda-feira. “Eu sabia que Michael não poderia fazer tantas apresentações sem alguns descansos no meio.”

Em comunicado à imprensa, Randy Phillips, o presidente e executivo-chefe da AEG Live, empresa que estava promovendo os concertos, reconheceu que o número de shows previstos era inicialmente menor, mas disse que Jackson concordara em fazer mais.

“Nosso acordo original com Michael Jackson previa 31 shows”, disse Phillips.

Ele falou que, quando a resposta ao anúncio original de 10 concertos foi tão avassaladora, a AEG Live procurou o então assessor de Jackson, Tohme Tohme, e perguntou se o cantor estaria disposto a fazer mais shows. O primeiro estava programado para 13 de julho, e os restantes aconteceriam até fevereiro de 2010.

Tohme teria dito à AEG Live que Jackson faria 50 shows, e o próprio Jackson disse estar motivado para lançar-se numa sequência recordista de concertos.

O cantor, de 50 anos, tinha sido aprovado numa avaliação física extensa e estava ensaiando em Los Angeles no dia antes de sua morte.

Jackson morreu de parada cardíaca em 26 de junho, depois de parar de respirar e de paramédicos serem chamados a sua casa em Los Angeles.

Em entrevista separada, La Toya Jackson, irmã de Michael, disse ao jornal britânico The Daily Mail que seu irmão foi “assassinado” por uma conspiração de pessoas que o cercavam.

La Toya Jackson declarou que acredita que seu irmão estava se esforçando demais para ensaiar e preparar-se para a série de concertos e que foi intencionalmente mantido à distância de sua família.

Depois de o instituto médico legal de Los Angeles ter examinado o corpo de Jackson, sua família encomendou uma segunda autópsia privada.

“Ele tinha marcas de agulhas em seu pescoço e braços, e mais informações sobre isso vão vir à tona nas próximas semanas”, disse La Toya ao Daily Mail.

“Não posso comentar isso mais, para não prejudicar a investigação. Mas posso afirmar que não mudei de opinião quanto a minha impressão de que Michael foi assassinado.”

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