22 de Julho de 2009 / às 19:33 / em 8 anos

Agentes revistam consultório de médico de Jackson

Por Chris Baltimore

<p>Foto de arquivo do popstar Michael Jackson em Londres. 05/03/2009. REUTERS/Stefan Wermuth</p>

HOUSTON (Reuters) - Agentes do DEA (agência antidrogas dos EUA) e da polícia de Los Angeles revistaram na quarta-feira uma clínica de Houston pertencente a Conrad Murray, o médico que estava com o cantor Michael Jackson no momento da sua morte. Eles buscam provas relativas a suspeitas de um homicídio culposo.

Os agentes do DEA cumpriram o mandato de busca e apreensão na clínica Armstrong, na zona nordeste de Houston, como forma de cooperação com a polícia de Los Angeles, segundo um porta-voz da agência federal antidrogas.

Ed Chernoff, advogado de Murray, confirmou a busca de “itens, inclusive documentos, que (os agentes) acreditassem que constitua prova do crime de homicídio culposo”.

A polícia de Los Angeles confirmou sua participação na ação, mas não explicou o que os agentes buscavam.

Um agente disse, sob anonimato, que o foco da busca era o propofol, anestésico também conhecido como Diprivan, reiteradamente citado na imprensa como sendo a droga que Jackson consumia antes de morrer, em 25 de junho.

A clínica de Murray --um prédio sem identificação, entre uma loja de bebidas e uma loja de conveniência-- ficou cercado por caminhões de redes de TV, e helicópteros sobrevoavam o local.

Os agentes deixaram o local pouco depois das 12h (hora local), com a imagem forense do disco rígido de um computador e 21 documentos, segundo nota divulgada por Chernoff.

Um agente da polícia de Houston disse a jornalistas e curiosos que esperavam sob forte calor que os funcionários da clínica “cooperaram plenamente”. “Eles querem que todos vão embora, por favor.”

Jackson morreu aos 50 anos, de parada cardíaca, na mansão que havia alugado semanas antes, em Los Angeles. Ele planejava realizar 50 shows em Londres.

Desde a morte dele, investigadores de várias agências da Califórnia e da DEA supostamente concentram suas investigações no fato de o cantor ter sido vitimado pelo uso excessivo de medicamentos, e procuram os médicos que podem ter dado as receitas.

As autoridades de Los Angeles se negam a confirmar tais relatos, e a causa oficial da morte ainda aguarda o resultado de testes toxicológicos.

Reportagem adicional de Anna Driver em Houston, James Vicini em Washington e Alex Dobuzinskis em Los Angeles

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