25 de Novembro de 2009 / às 22:18 / em 8 anos

Haruki Murakami se inspirou em George Orwell para criar "1Q84"

Por Yoko Kubota

<p>O escrito japon&ecirc;s Haruki Murakami participa de cerim&ocirc;nia em Jerusal&eacute;m. Haruki Murakami n&atilde;o gosta de aparecer, mas o escritor japon&ecirc;s que &eacute; presen&ccedil;a constante na lista de candidatos ao Nobel de Literatura j&aacute; foi traduzido para mais de 40 l&iacute;nguas.15/02/2009.REUTERS/Baz Ratner</p>

TÓQUIO (Reuters Life!) - Haruki Murakami não gosta de aparecer, mas o escritor japonês que é presença constante na lista de candidatos ao Nobel de Literatura já foi traduzido para mais de 40 línguas.

O estilo surreal de Murakami lhe rendeu fãs no mundo todo, e seu último romance, “1Q84”, o primeiro em cinco anos, virou best-seller instantâneo no Japão, onde foi publicado em maio.

O livro em dois volumes, com 1.055 páginas, conta uma história passada em Tóquio no ano de 1Q84 -- um título sugestivo de “1984” de George Orwell, já que a palavra em japonês para 9 é pronunciado como a letra inglesa “Q”.

Em uma entrevista recente para a Reuters, o tímido Murakami falou sobre a diferença entre seu romance e o de Orwell.

“1984 era um romance sobre o futuro próximo. Eu quis escrever alguma coisa oposta a isso, um romance sobre o passado recente que mostrasse como as coisas poderiam ter sido”, explica Murakami.

“Isso é algo que poucas pessoas fizeram. Eu tinha essa sensação de que queria recriar o passado, em vez de reproduzi-lo. Eu sempre me questiono sobre se o mundo em que estou é o real. Em algum lugar em mim, acho que há um mundo que pode ser diferente deste”.

Ao ser questionado se tinha sonhos tão complexos quanto os que descrevia em suas histórias, Murakami diz que raramente sonha.

“Talvez eu tenha (sonhos complexos), mas não me lembro de nada. Quando acordo de manhã, tudo se foi”, diz.

“Em compensação, eu sonho muito acordado -- em outras palavras, isso é escrever romances”, acrescenta.

Uma das questões que mais atraem a atenção do escritor japonês é a questão israelense-palestina.

“Eu recebi o prêmio (literário) Jerusalém recentemente e fui para Israel. Senti profundamente os sofrimentos do povo judeu e palestino na terra de Jerusalém. Deve ser difícil para ambos viverem como indivíduos sem pertencer a um lado, a um dos sistemas”.

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