1 de Dezembro de 2009 / às 20:05 / em 8 anos

Peter Jackson busca estímulo para continuar fazendo filmes

Por Raquel Castillo

<p>O diretor neozeland&ecirc;s Peter Jackson e a atriz irlandesa Saoirse Ronan promovem seu novo filme, "Um Olhar do Para&iacute;so", em Madri. REUTERS/Sergio Perez</p>

MADRI (Reuters) - Embora diga que não tem um modo particular de fazer filmes, a busca por estímulos e a preocupação em evitar a repetição são o que motiva o neozelandês Peter Jackson a recriar mundos ligados à ficção científica, à fantasia e à espiritualidade.

Em sua obra mais recente, “Um Olhar do Paraíso” (“The Lovely Bones”), Jackson abandona os grandes orçamentos para adaptar o romance de Alice Sebold em que uma adolescente assassinada observa sua família a partir de um “mundo intermediário”.

“A repetição não é estimulante, não traz nada”, disse o cineasta ao apresentar o filme na terça-feira em Madri, comentando sua obra versátil e mutante.

“Realmente não tenho nenhum plano, quando faço filmes é porque eles me entusiasmam; se não, não os faria. Não segui nenhum plano na minha vida nem me movi de um tema a outro porque tivesse um plano específico (...). Não me importo em fazer filmes do mesmo gênero, desde que seja algo diferente, que me apetece e sobre o que quero falar”.

Jackson, de 48 anos, se tornou um diretor solicitado em Hollywood depois de dirigir a trilogia “O Senhor dos Anéis”. Seu filme anterior foi “King Kong”, de 2005.

Críticos disseram que Jackson omitiu no filme os aspectos mais violentos e perturbadores do best-seller em que se baseou. O cineasta se defendeu dizendo que “não queria filmar uma menina de 14 anos sendo assassinada, (e sim) o que acontece depois de ela morrer”.

Embora não se considere uma pessoa particularmente religiosa, Jackson se disse muito tocado pelo mundo intermediário mágico e surrealista a partir do qual a jovem Susie Salmon (Saoirse Ronan) observa sua família. Rachel Weisz e Mark Wahlberg interpretam os país da moça.

O diretor usa no enredo os efeitos especiais que garantiram parte do sucesso da trilogia “O Senhor dos Anéis”, que ganhou 17 Oscar, 12 prêmios Bafta e 4 Globos de Ouro.

“Muita gente concebe os efeitos especiais como um gênero em si, mas para mim são uma ferramenta a mais com a qual o diretor conta para fazer um filme”, disse.

“Sempre gostei muito do cinema porque de alguma maneira é algo que me permite escapar e ver coisas que de outra forma não veria na minha vida”.

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