12 de Março de 2010 / às 15:41 / 8 anos atrás

Glenn Close faz mapeamento de seus genes

Por Julie Steenhuysen

<p>A atriz Glenn Close chega &agrave; cerim&ocirc;nia do Emmy em 2009. Close juntou-se a um punhado de celebridades que j&aacute; tiveram seu genoma sequenciado, em nome da ci&ecirc;ncia. 20/09/2009 REUTERS/Danny Moloshok</p>

CHICAGO (Reuters) - O arcebispo Desmond Tutu já fez. O pioneiro de estudos do genoma Craig Venter, também.

Agora a atriz americana Glenn Close juntou-se a um punhado de celebridades que já tiveram seu genoma sequenciado, em nome da ciência.

Estrela do seriado de TV “Damages”, da FX, e conhecida por papéis no cinema que incluem “Atração Fatal” e “Ligações Perigosas”, Close disse que a oferta foi boa demais para ser recusada.

“Para mim, qualquer coisa que possa ajudar a fazer a ciência avançar vale a pena”, disse a atriz em entrevista telefônica. “É bastante sabido que tenho problemas de saúde mental em minha família.”

As doenças presentes na família de Glenn Close incluem o transtorno bipolar e a esquizofrenia. Ela é fundadora do grupo sem fins lucrativos BringChange2Mind, que promove a conscientização sobre doenças mentais.

Novas tecnologias de sequenciamento genético realizadas por empresas como a Ilumina, de San Diego, que mapeou o genoma de Close, reduziram em muito o custo de produção do mapa completo do genoma humano - em essência, a receita genética que compõe um indivíduo.

O primeiro mapeamento de um genoma humano custou 3 bilhões de dólares e levou mais de uma década para ser produzido. Já a Illumina cobra 48 mil dólares pelo tipo de sequenciamento feito com Close. A empresa não revelou se cobrou da atriz.

Cientistas dizem que, dentro de cinco anos, as tecnologias cada vez mais novas vão reduzir o preço para 1.000 dólares - basicamente, menos que o custo de uma tomografia computadorizada.

Cientistas esperam que a possibilidade de ter o mapa genético completo do DNA de uma pessoa comece a revelar as causas genéticas de doenças comuns ou determinar o risco que as pessoas têm de sofrer doenças genéticas.

Eles preveem que, com o tempo, o sequenciamento genético passe a ser uma parte rotineira dos exames médicos.

Close disse que a oferta de ter seu genoma sequenciado não se deu por meio de seus próprios contatos, como celebridade, mas dos de seu marido, David Shaw, fundador e ex-presidente da IDEXX Laboratories Inc.

A atriz disse que no próximo mês fará uma consulta com um especialista em genética para conhecer os resultados do mapeamento “e descobrir tanto quanto eu quiser saber”.

Mas falou que, se houver algo em seu genoma que possa interessar à ciência, avaliará a possibilidade de levá-lo a público.

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