11 de Maio de 2010 / às 18:29 / em 8 anos

Disputa salarial adia anúncio do filme "Crepúsculo 5"

Por Matthew Belloni

LOS ANGELES, 11 de maio (Hollywood Reporter) - O estúdio responsável pela franquia de filmes “Crepúsculo” está trabalhando arduamente para fechar os acordos com atores necessários para dividir o quarto livro da série de vampiros da autora Stephenie Meyer em dois filmes.

Mas um obstáculo improvável está adiando o anúncio e pode até levar a mudanças no elenco do filme final da série.

A Summit Entertainment está perto de fechar contratos com os protagonistas Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner, que receberão aumentos polpudos para retornar para um quinto filme da saga.

O diretor Bill Condon já foi contratado para fazer dois filmes “Amanhecer”, a serem rodados consecutivamente no outono no hemisfério norte e lançados respectivamente em novembro de 2011 e no verão de 2012 no hemisfério norte.

Mas a Summit está tendo mais dificuldade em fechar com alguns dos atores coadjuvantes da série. Os contratos com Peter Facinelli (que representa Carlisle Cullen) e Billy Burke (o pai de Bella, Charlie Swan) já foram acertados, mas fontes dizem que os atores que fazem os jovens Cullen (especialmente Kellan Lutz e Ashley Greene) querem receber mais do que o estúdio está disposto a oferecer.

“É possível que um deles tenha que ser demitido para deixar as coisas claras”, disse uma fonte próxima das negociações.

Hoje, depois dos dois primeiros filmes da série, mesmo os atores coadjuvantes viraram astros valorizados; faz sentido que queiram receber mais pelo último filme. Mas, segundo as fontes, as ofertas da Summit - que teriam sido pelo menos 10 vezes maiores do que os valores que os atores receberam com o primeiro filme - foram considerados “insultantes”, em vista dos lucros enormes gerados pela franquia.

O estúdio tem razões para estar preocupado com custos, desta vez. Como é habitual com as franquias de sucesso, os filmes da série “Crepúsculo” estão ficando mais caros a cada novo capítulo.

Os atores principais vão se dar especialmente bem se “Amanhecer” for dividido em duas partes. Os três foram contratados originalmente para fazer três filmes (isso na época em que “Crepúsculo” não passava de adaptação feita com orçamento pequeno de um romance de nicho para adultos jovens), mas, na primavera de 2009 no hemisfério norte, depois de o primeiro filme ter feito sucesso internacional, eles renegociaram seus contratos, para que o estúdio pudesse conservá-los para o quarto filme.

Então o estúdio percebeu que “Amanhecer”, com mais de 900 páginas e narrativas relatadas desde duas perspectivas, era suficientemente denso para ser dividido em duas partes (como a Warner Bros. anunciou que fará com o último “Harry Potter”). Havia só um problema: o elenco não tinha contrato para fazer um quinto filme. Agora seus integrantes são todos grandes astros, tendo Lautner, em particular, elevado seu preço para cerca de 7,5 milhões de dólares por filme. Assim, uma nova negociação começou.

Os gastos adicionais com os protagonistas tornarão o último filme muito mais caro que os primeiros (“Eclipse”, que chega aos cinemas em 30 de junho, está custando cerca de 65 milhões de dólares, valor que certamente será superado pelo quarto e quinto filmes, mesmo que seja possível reduzir os custos, rodando os dois filmes ao mesmo tempo). Por essa razão o estúdio ainda não abandonou a possibilidade de fazer apenas um “Amanhecer”, embora várias fontes dizem que ficarão muito surpresas se não houver um quinto filme da série.

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