17 de Maio de 2010 / às 18:48 / em 8 anos

Takeshi Kitano lança filme "Outrage" em Cannes

Por Bob Tourtellotte

<p>Takeshi Kitano posa para foto ao promover seu filme "Outrage" no Festival de Cannes. Com a produ&ccedil;&atilde;o, o diretor retornou a suas ra&iacute;zes cinematogr&aacute;ficas com um filme violento sobre a Yakuza em que praticamente qualquer coisa serve como ferramenta para matar. 17/05/2010 REUTERS/Eric Gaillard</p>

CANNES (Reuters) - Takeshi Kitano atirou seu filme “Outrage” (Ultraje) contra o festival de cinema de Cannes nesta segunda-feira, retornando a suas raízes cinematográficas com um filme violento sobre a Yakuza em que praticamente qualquer coisa serve como ferramenta para matar, até mesmo os palitos usados para comer comida chinesa.

O filme relata uma guerra sangrenta entre facções rivais da gangue criminosa Sanno-kai, de Tóquio, e é o primeiro filme de Takeshi sobre a Yakuza desde “Brother - A Máfia Japonesa Yakuza em Los Angeles”, de 2000. O ator/roteirista/diretor/comediante japonês não hesita diante de nada em inventar novas maneiras de matar.

Mais conhecido por seu pseudônimo Beat Takeshi, Kitano disse a jornalistas em Cannes que não teve razões profundas para retornar ao gênero dos filmes de gângster, que simplesmente teve vontade de fazê-lo.

Mas ele acrescentou que quis que “Outrage” fosse inovador. Para isso, Kitano acrescentou diálogos ruidosos entre os personagens e imprimiu agilidade à ação, contrastando fortemente com seu estilo usual, árido e até mesmo niilista.

Igualmente importante é o fato de ele ter se esforçado para encontrar maneiras cada vez mais brutais de perpetrar violência. Na realidade, Kitano primeiro criou novos métodos de assassinar para formar a estrutura do filme e então preencheu as brechas na trama.

No que diz respeito à violência, e sem revelar demais, seus fãs poderão se deleitar com cenas que incluem dedos decepados, palitos que mergulham em corpos, cenas brutais envolvendo dentes e algo que envolveu uma cabeça, uma corda e um carro de luxo.

Além das cenas brutais no filme, que Kitano admitiu ser “horrorosamente violento”, há diálogos abruptos e altos entre os personagens, que em seus filmes anteriores sobre a Yakuza eram, em sua maioria, estóicos e silenciosos.

Os atores não fazem parte de sua trupe habitual de atores, mas são rostos novos para um filme de Kitano.

O próprio Kitano faz o papel de Otomo, líder de um pequeno clã de bandidos que trabalham para o chefão Ikemoto (Jun Kunimura). Este, por sua vez, recebe ordens do “Senhor Presidente” (Soichiro Kitamura), o poderoso chefe do cartel Sanno-kai.

As histórias sobre a Yakuza vêm sendo contadas há décadas no cinema e, indagado se não estaria sendo antiquado ao retornar ao gênero, Kitano disse que não, pelo fato de que a Yakuza ainda existe.

Mas ele admitiu que as maneiras de ganhar dinheiro evoluíram e hoje envolvem computadores, comunicações e ações de empresas, comparadas a décadas atrás, quando os membros da Yakuza ganhavam dinheiro com o tráfico de drogas, jogos de azar, prostituição e “proteção” de comerciantes.

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