2 de Julho de 2010 / às 20:56 / em 7 anos

Filmes românticos não fazem a cabeça de Helen Mirren

Por Bob Tourtellotte

<p>A atriz Helen Mirren sorri durante a pr&eacute;-estreia do filme "Love Ranch", em Los Angeles, em junho. 23/06/2010 REUTERS/Mario Anzuoni</p>

LOS ANGELES (Reuters) - “Crepúsculo” não deve estar entre os filmes favoritos de Helen Mirren. Porque, quando se trata de romances no cinema, a atriz premiada com o Oscar não gosta deles.

Mirren diz que, nesse aspecto, sente-se mais como um homem.

“Não gosto muito de filmes românticos. E detesto falar sobre sentimentos. Sou um homem disfarçado!”, disse Mirren à Reuters quando falava sobre seu novo filme, “Love Ranch”.

O filme, na qual Mirren representa a dona de um bordel em Nevada, começou a ser exibido nos Estados Unidos nesta semana, um momento em que a maior parte da atenção do público está voltada ao lançamento de “A Saga Crepúsculo - Eclipse”, sobre uma jovem e o vampiro que ela ama.

Os filmes da série “Crepúsculo” vêm sendo sucessos enormes, tendo os dois primeiros arrecadados 1,1 bilhão de dólares com um romance que mexe com os corações de seu público, em sua maioria jovem e feminino.

A acreditar em suas palavras, Mirren, de 64 anos, não faz parte desse público.

“Nem sequer gosto muito de ver pessoas se beijando em filmes”, disse ela. “‘Love Ranch’ é mais ou menos o máximo que eu consigo enfrentar em termos de romantismo.”

Filme independente feito com orçamento reduzido, “Love Ranch” tem, sim, um romance em seu cerne: entre Grace (Mirren) e seu marido, Charlie Bontempo (Joe Pesci), mas é um amor maduro que ficou complicado com o passar dos anos --como costuma acontecer com o amor, quanto mais velhas as pessoas.

Ambientada nos anos 1970, a história mostra como as vidas de Grace e Charlie mudam quando ela descobre que tem câncer e quando um pugilista sul-americano vem treinar no bordel deles, Love Ranch, porque Charlie quer administrar sua carreira.

É claro que o pano de fundo da história é o próprio bordel administrado por Grace e Charlie, onde sexo é algo que não falta, mas a profundidade da história consiste em mostrar que o sexo é um ato e o amor, uma emoção, além de um comprometimento. É uma espécie de “Crepúsculo” para uma geração mais velha.

O diretor do filme, Taylor Hackford, que é o marido de Helen Mirren na vida real, explicou: “O filme trata de pessoas, pessoas que nunca imaginaram que poderiam descobrir uma vida interior, uma vida emocional, mas que a descobrem.”

Reportagem adicional de Phil Furey

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