6 de Agosto de 2010 / às 16:26 / 7 anos atrás

"Diamantes de sangue" de Naomi Campbell são entregues à polícia

JOHANESBURGO (Reuters) - O homem que recebeu diamantes brutos da supermodelo britânica Naomi Campbell, após um jantar de caridade em 1997 com o então presidente sul-africano Nelson Mandela, disse nesta sexta-feira que os entregou à polícia.

<p>Modelo brit&acirc;nica Naomi Campbell presta depoimento no tribunal para crimes de guerra para o ex-presidente liberiano Charles Taylor. O homem que recebeu diamantes brutos da supermodelo ap&oacute;s um jantar em 1997 disse nesta sexta-feira que os entregou &agrave; pol&iacute;cia. 05/08/2010 REUTERS/Tribunal</p>

Jeremy Ratcliffe, ex-administrador da organização beneficente do Fundo Mandela para as Crianças, afirmou em um comunicado que pegou os três diamantes de Campbell um dia depois que a modelo os recebeu porque temeu que ela pudesse infringir a lei se os tirasse da África do Sul.

Depondo na quinta-feira no julgamento do ex-presidente da Libéria Charles Taylor, no tribunal de crimes de guerra de Haia, Campbell disse que recebeu algumas “pedras de aparência suja” após o jantar de caridade. Mas afirmou que não sabia se eram diamantes de sangue e se o doador não identificado tinha sido Taylor.

“Naomi sugeriu que as pedras poderiam beneficiar o Fundo Nelson Mandela para as Crianças, mas eu disse a ela que não envolveria a entidade em qualquer coisa que pudesse ser ilegal”, disse Ratcliffe. “No fim, decidi que eu deveria simplesmente guardá-las.”

“Um fator que me influenciou a não denunciar o caso a ninguém foi o desejo de proteger a reputação do Fundo, do próprio Nelson Mandela e de Naomi Campbell, nenhum dos quais estavam se beneficiando de qualquer maneira.”

Ratcliffe entregou as pedras na quinta-feira, pouco após o depoimento de Campbell, disse o porta-voz da polícia Musa Zondi.

“As pedras estão sendo entregues agora ao conselho de diamantes para serem autenticadas. O que será feito com elas a seguir depende de outros fatores, mas possuir diamantes brutos é um delito”, disse Zondi.

O porta-voz da polícia disse que a decisão sobre investigar o assunto mais a fundo ou registrar acusações criminais será tomada depois da conclusão do processo de autenticação.

Charles Taylor é alvo de 11 acusações de instigar assassinatos, estupros, mutilações, escravidão sexual e recrutamento forçado de crianças para a guerra durante conflitos na Libéria e Serra Leoa, nos quais mais de 250 mil pessoas foram mortas. Ele nega todas as acusações.

Reportagem de Xola Potelwa e Marius Bosch

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