7 de Setembro de 2010 / às 17:11 / 7 anos atrás

Festival de Veneza luta para manter posição apesar de crise

Por Silvia Aloisi

<p>A atriz Natalie Portman posa para foto no 67o Festival de Cinema de Veneza, 1o de setembro de 2010. REUTERS/Tony Gentile</p>

VENEZA (Reuters) - A escassez de grandes nomes de Hollywood, os custos notoriamente altos de Veneza, a concorrência acirrada de Toronto - tudo isso está levando o festival de cinema de Veneza a lutar para conservar sua posição de um dos eventos mais prestigiosos do cinema mundial.

O próprio local em que o festival está sendo realizado é temporário. O novo Palazzo do Cinema, local principal das exibições, não deve ficar pronto até 2012.

Com a crise financeira recente ainda se fazendo sentir, e tanto a indústria cinematográfica quanto a mídia em clima de reduções de custos, a Mostra del Cinema, nome oficial do festival, está sentindo os efeitos da concorrência com o festival de Toronto, que coincide em parte com o de Veneza e está exibindo muitos dos mesmos filmes.

Sua localização na América do Norte, os custos mais baixos e a presença de tantos executivos cinematográficos fazem de Toronto uma alternativa mais barata e tentadora para os estúdios ansiosos por divulgar seus filmes, no momento em que começa a disputa não oficial pelas premiações de cinema.

No momento em que Veneza, o festival de cinema mais antigo do mundo, chegava à metade - a cerimônia de premiações acontecerá no sábado -, a maioria dos observadores concordava que a programação deste ano no Lido está forte, mas que talvez lhe falte a obra-prima definitiva que marca os melhores anos.

Entre os filmes vistos como possíveis vencedores do Leão de Ouro estão o chinês “The Ditch”, um olhar contundente sobre o destino de presos políticos enviados a campos de trabalhos forçados em 1960.

Outro favorito da crítica é “Essential Killing”, com Vincent Gallo no papel de suspeito combatente do Taliban fugindo das forças americanas - e sem proferir uma palavra sequer durante o filme inteiro.

Fora da competição, o documentário de Casey Affleck sobre Joaquin Phoenix e sua transição de ator aclamado para cantor de hip-hop cativou os espectadores e a mídia.

Mas diretores como Clint Eastwood, Robert Redford e Danny Boyle optaram por estrear seus filmes mais recentes em Toronto, cujo festival começa em 9 de setembro.

Marco Mueller, o respeitado diretor do festival de Veneza, insiste que acredita que os dois eventos podem continuar a coexistir.

Ele fez questão de observar que achou que alguns filmes que serão vistos em Toronto não tinham qualidade suficiente para Veneza, especialmente quando vêm acompanhados de condições impostas pelos estúdios. Por exemplo, ele rejeitou “The American”, com George Clooney, cujos produtores queriam que o filme inaugurasse o festival.

Em vez disso, Mueller optou por diretores mais jovens e por nomes de Hollywood vistos como outsiders.

Os astros vistos no tapete vermelho do Lido - essenciais para alimentar o interesse da mídia - incluíram até agora Natalie Portman, Catherine Deneuve e Quentin Tarantino, mas isso está longe das edições do festival vistas no passado, repletas de estrelas.

Reportagem adicional de Mike Collett-White

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