5 de Outubro de 2010 / às 22:08 / em 7 anos

"Crime" não compensa para Keanu Reeves em sua nova comédia

Por Ray Bennett

<p>Keanu Reeves no Festival de Toronto em setembro. Seu novo filme "Henry's Crime", de Malcolm Venville, &eacute; considerado uma com&eacute;dia, mas &eacute; mais estranho do que propriamente c&ocirc;mico. 14/09/2010 REUTERS/Fred Thornhill</p>

TORONTO (Hollywood Reporter) - Combinando um romance nos bastidores de uma peça teatral e um drama sobre um assalto a banco em uma comédia pode ter parecido boa ideia. Embora “Henry’s Crime”, de Malcolm Venville, seja anunciado como comédia, é mais estranho do que propriamente cômico.

Keanu Reeves, que também participou na produção do filme, faz o papel central: o de um homem condenado por um roubo do qual não participou, mas que decide compensar pelo tempo que já passou na prisão, cometendo o crime ao sair da cadeia.

Embora os elementos das duas tramas combinadas sejam divertidos, o filme vai se tornando mais e mais tolo, em vez de suscitar as gargalhadas que procura.

Os cortes entre cenas de Reeves correndo para o palco para representar uma peça de Chekhov e saindo correndo do palco e, por outro lado, as dos assaltantes de banco cavando um túnel para o cofre-forte subterrâneo, visam ser hilárias, mas parecem apenas desajeitadas. Será preciso um marketing muito claro para que o público não fique confuso quanto às intenções do filme. E mesmo isso pode não ser o suficiente, apesar da performance divertida de Vera Farmiga, que contracena com Reeves na peça de teatro, e de James Caan, seu parceiro principal no assalto a banco. “Henry’s Crime” foi exibido no recente Festival de Toronto.

A história é a seguinte: o infeliz Henry (Reeves), casado sem emoção com Debbie (Judy Greer) e que tem um emprego tedioso como atendente em um pedágio, é levado a uma partida de beisebol pelos amigos Eddie (Fisher Stevens) e Joe (Danny Hoch). Só que não há partida de beisebol.

Em vez disso, Eddie e Joe assaltam um banco, deixando Henry esperando no carro, no qual pretendem fugir. O assalto não dá certo, o guarda do banco, Frank (Bill Duke), prende Henry, que vai para a prisão.

Depois de cumprir sua pena, ele parte para assaltar o banco de verdade, e, através de uma série de coincidências que se pretendem engraçadas, descobre não apenas como arrombar o banco mas também como acobertar suas atividades.

Esta última parte acontece quando ele entra para uma trupe teatral pobre em uma produção de “O Pomar de Cerejeiras”, de Chekhov, estrelado por uma beldade chamada Julie Ivanova (Vera Farmiga) que ele conhece quando ela o atropela com seu carro.

O diretor da peça escolhe Henry para fazer o papel principal, contracenando com Julie, e os ensaios são realizados ao mesmo tempo em que Henry e seu velho colega de cela Max (James Caan) cavam um túnel debaixo do teatro para chegar ao cofre do banco.

Eddie, Joe e Frank também se envolvem, e os cortes entre cenas ficam frenéticos, enquanto o diretor Venville (“Código de Sangue”) tenta enfatizar os paralelos entre o destino dos personagens da peça e do filme. Mas a coisa nunca chega a engrenar.

Farmiga acrescenta um pouco de maluquice simpática ao humor irônico que mostrou em “Amor Sem Escalas”, e James Caan dá a impressão de divertir-se como Max. Ele se esforça para fazer o público se divertir igualmente, mas é uma luta inglória.

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