18 de Novembro de 2010 / às 14:56 / em 7 anos

ENTREVISTA-Daniel Radcliffe segue a vida após "Harry Potter"

Por Mike Collett-White

<p>Ator Daniel Radcliffe posa na premi&egrave;re de "Harry Potter as Rel&iacute;quias da Morte: Parte 1" em Nova York. 15/11/2010 REUTERS/Shannon Stapleton</p>

LONDRES (Reuters Life!) - Daniel Radcliffe tem 21 anos e, tendo sido escolhido há dez anos para o papel de Harry Potter, já passou quase metade de sua vida como astro do cinema.

Hoje, depois de a série de oito filmes ter se tornado uma das maiores franquias da história do cinema, o ator britânico é multimilionário e mundialmente famoso.

O estúdio Warner Bros. decidiu converter o sétimo e último livro da série de J.K. Rowling, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, em dois filmes. A Parte 1 chega aos cinemas na sexta-feira, e a Parte 2, em 3D, será lançada em julho de 2011.

Agora que as filmagens da série terminaram, Radcliffe está olhando para o futuro, para sua vida fora do mundo dos magos. Ele conversou com a Reuters recentemente sobre “Relíquias da Morte, Parte 1” e o que o futuro lhe reserva.

Pergunta: Consta que você teria dito recentemente que Emma Watson foi “um pouco animal” na cena de beijo que vocês fizeram juntos. Como ela reagiu a isso?

Resposta: Quando você está nessa fase em que dá uma entrevista e ela vai ao ar no dia seguinte, as reações às suas frases reproduzidas são tão rápidas. Outro dia, no (programa de TV) Daybreak, Kate Garraway estava me entrevistando e disse: “Oh, o beijo seu com Emma nesse filme - Emma é um pouco animal, não?” Eu falei “sim”. Então ficou como se eu tivesse dito aquilo. Emma me bateu no braço assim que saímos do tapete vermelho (na première do filme) e falou: “O que você anda dizendo às pessoas sobre mim?.”

P: Algumas pessoas acharam o sexto filme Harry Potter (“O Enigma do Príncipe”) um pouco confuso e o Harry Potter 7 (“Relíquias da Morte, Parte 1”) mais direto, sem rodeios. Você concorda?

R: Adorei o filme 5, mas o 6 foi um filme difícil de fazer. Embora eu ache que é o mais belo de todos até agora, foi um filme realmente difícil porque, basicamente, é uma exposição colossal que prepara a cena para o filme sete.

Foi mais difícil fazer com que esse filme fosse compreensível a quem não leu os livros porque, basicamente, enfiamos um volume enorme de informações nele.

P: “Relíquias da Morte - Parte 1” parece ter um ritmo mais lento que alguns dos outros filmes de Harry Potter.

R: As pessoas ficam falando, sobre o 7 -- “oh, é um filme de ação” -- mas é muito calmo comparado com o que será o filme 8. No próximo, já que a trama já estará toda montada, você vai poder simplesmente curtir a maluquice da ação.

P: Rupert Grint (que interpreta Ron, o amigo de Harry nos filmes) acaba de descrever o último Harry Potter (a ser lançado em julho de 2011) como um filme de guerra. Você concorda?

R: Roubaram o que eu ia falar! O que eu ia dizer (sobre “Relíquias da Morte” Partes 1 e 2) era que é um “road movie” que vira um filme sobre um assalto, que, por sua vez, vira um filme de guerra. Eu estava dizendo isso a Rupert e Emma outro dia. Droga!

O filme final vai ser realmente ágil e movimentado, com muita ação, e é como um filme de guerra. Se tivéssemos feito esse livro em um filme só, a parte que teria sido cortada é a maior parte deste último.

Para mim, esta é a parte mais interessante da história, porque é nela que os personagens se desenvolvem e mudam.

Apesar do silêncio e do ritmo mais lento, este filme foi de longe o mais caótico para se trabalhar. Foi uma loucura. Todos nós sentimos a pressão de fazer dele o melhor da série, já que é o último.

Alguém podia acordar um dia e dizer ‘não tenho certeza de como é meu personagem nesta cena’, ou o roteirista podia ter uma ideia, e então recebíamos os textos de algumas cenas reescritos um dia antes de as cenas serem rodadas. Foi uma movimentação constante, foi um clima menos calmo nas filmagens do que nos outros filmes.

P: Depois de dez anos convivendo com o fenômeno Potter, qual foi a sensação de concluir as filmagens da cena final?

R: Foi uma reação bastante primitiva. Quando você passa dez anos em determinado lugar com determinado grupo de pessoas, e, de repente, isso acaba, você se pergunta “o que eu vou fazer agora?” Foi bizarro, porque eu sabia que iria fazer um musical no ano que vem, eu sabia o que ia acontecer e que havia uma opção certa de um entre uns três filmes... mas naquele momento eu só pensava “o que vou fazer sem vocês todos?”. Por que foi com aquelas pessoas que eu aprendi tanto.

Acho que o sentimento principal foi de perda, mas umas quatro horas depois eu já estava num avião a caminho de Nova York, onde ia apresentar a entrega dos prêmios Tony no dia seguinte, e estava lendo o roteiro de “The Woman in Black”. Hoje, cinco meses depois, estou na metade das filmagens desse filme. Ou seja, a gente segue adiante.

P: Você visualiza algum dia em que talvez não haja roteiristas e diretores se digladiando para ter você trabalhando para eles?

R: Como meu pai sempre diz, sempre que estou olhando roteiros sem saber qual deles escolher: “oh, problema feliz!”. No momento, tenho uma profusão de opções, e a coisa remete a uma frase que a gente frequentemente ouve de pessoas que mexem com esportes: “A forma é temporária; a classe é permanente.”

É isso o que eu quero usar nos próximos anos para me moldar, para me transformar em alguém que todo o mundo saiba que quer estar presente por muito tempo. E espero poder fazer isso, escolhendo projetos cheios de classe como “The Woman in Black”.

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