27 de Janeiro de 2011 / às 10:50 / em 7 anos

ESTREIA-"Caça às Bruxas" traz Cage em vale-tudo contra o mal

SÃO PAULO (Reuters) - É difícil entender as frequentes escolhas de Nicolas Cage por papéis que nada acrescentam à sua carreira cinematográfica e não fazem jus ao seu talento como ator premiado com o Oscar (por “Despedida em Las Vegas”, em 1995). “Caça às Bruxas”, dirigido por Dominic Sena, é o exemplo mais recente.

<p>Nicolas Cage na estreia do filme "Ca&ccedil;a &agrave;s Bruxas" em Nova York. 04/01/2011 REUTERS/Lucas Jackson</p>

No papel de um soldado desertor das Cruzadas, no século XIV, Cage parece ter saído de um filme do grupo inglês Monty Python e estar perto de cometer as patetadas mais absurdas e divertidas.

Infelizmente para o espectador, o papel de Cage é levado com seriedade. Ele é Behmen, um cruzado que perdeu a fé ao ver soldados a seu lado assassinando mulheres e crianças nas batalhas religiosas em vários continentes. Ao retornar para a Europa, na companhia de Felson (Ron Perlman), encontra por onde passa povoados arrasados pela peste negra.

Para o cardeal D‘Ambroise (Christopher Lee, irreconhecível pela maquiagem que deixa seu rosto completamente deformado pela peste), em seus últimos momentos de vida, a culpa é da prática da feitiçaria. Reconhecendo-os como cruzados, o chefe religioso pede aos dois amigos que ajudem a salvar sua cidade amaldiçoada, levando uma jovem (Claire Foy), suspeita de ser bruxa, para ser submetida a um ritual num mosteiro distante, que livrará a todos da praga.

Behmen concorda com relutância, provavelmente atraído pelos belos olhos da garota. Talvez ela não seja uma bruxa. Mas, durante o percurso, na companhia de um padre e mais quatro companheiros, ela demonstra possuir estranhos poderes, que colocam a viagem em risco.

Surpresas maiores e cada vez mais absurdas esperam o grupo no mosteiro, onde está previsto o ritual purificador, como uma ação digna de vale tudo entre Felson e uma entidade maligna, com troca de cabeçadas. Mas podia ser pior. Pelo menos, como lembra a crítica norte-americana Jeannette Catsoulis, não se pensou em lançar uma versão 3D.

(Por Luiz Vita, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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