12 de Maio de 2011 / às 17:32 / em 7 anos

ESTREIA-"O Noivo da Minha Melhor Amiga" é original e diverte

SÃO PAULO (Reuters) - Se há um gênero que precisa de renovação, é o das comédias românticas, geralmente um mar de clichês que lhes rouba, não raro, boa parte da graça e do romance. Então, o esforço feito pelo diretor Luke Greenfiled para buscar um pouquinho de originalidade em “O Noivo da Minha Melhor Amiga” pode ser elogiado, ainda que nem tudo tenha dado certo.

A atriz Kate Hudson, membro do elenco, chega à estreia do filme "O Noivo da Minha Melhor Amiga", em Los Angeles. 03/05/2011 REUTERS/Phil McCarten

Sem dúvida, é um avanço na carreira do diretor Greenfield, que tem no currículo os fraquinhos “Um Show de Vizinha” (2004) e “Animal” (2001).

A partir do roteiro de Jennie Snyder, baseado num livro de Emily Giffin, desenvolve-se a trama do trio principal, as amigas de infância Rachel (Ginnifer Goodwin) e Darcy (Kate Hudson) e o noivo de Darcy, Dex (Colin Egglesfield). Dex era colega de Rachel na faculdade de Direito e ela era caidinha por ele. Mas quando a exuberante e mais agressiva Darcy o conheceu, fisgou o rapaz e marcou o casamento.

Justamente quando os preparativos do casamento entram na reta final é que o imbróglio se desenrola. A mal-disfarçada atração entre Rachel e Dex (ele também estava de olho nela) acaba saindo do controle. Na festa de aniversário de 30 anos de Rachel, os dois beberam, se soltaram e rolou uma noite de amor.

No dia seguinte, ninguém sabe o que fazer. Na dúvida, nenhum dos dois está a fim de contar nada a Darcy. Dex acha uma desculpa para o seu sumiço a noite toda e a vida segue. Os sentimentos divididos, bem como a culpa, não saem da cabeça do noivo e da melhor amiga da noiva.

Contando com um galã, Colin Eggsfield (da série “Melrose Place”), que é quase um clone de Tom Cruise, e uma Kate Hudson cada vez mais parecida com a mãe, Goldie Hawn - embora com um veneno diferente no jeito de fazer humor -, o filme se ressente um pouco da camisa-de-força de bondade excessiva que resolve vestir na pobre Rachel - aturando como uma candidata a santa todos os excessos invasivos da amiga que, a bem da verdade, roubou-lhe o namorado bem no dia de seu primeiro encontro de verdade.

O filme não se livra, portanto, dessa espécie de código moral dúbio das comédias românticas de Hollywood, segundo o qual dormir com o noivo da amiga até pode - se ela não souber - mas dar-lhe umas duras, nunca.

Em compensação, alguns coadjuvantes movimentam a história com bastante personalidade. O melhor deles é John Krasinski (da série “Office”). Na pele de Ethan, amigo de Rachel que tenta injetar um pouco de auto-estima na moça, ele rouba a cena diversas vezes - uma das melhores, num jogo na praia.

Mas também têm seus momentos Claire (Ashley Williams), uma assanhada crônica que tenta de todo jeito conquistar Ethan. Para livrar-se desta marcação, ele até finge ser gay, o que rende algumas sequências divertidas.

Outro que marca sua presença é Marcus (Steve Howey), um amigo de Dex, típico cafajeste profissional e baixaria, que joga seu pseudo-charme grosseiro para toda mulher que se aproxime - Rachel é uma de suas vítimas, com apoio da amiga Darcy, que acha que ela está solitária demais.

Muitas idas e vindas se processam até a decisão final sobre o casamento. Alguns dos desdobramentos são até um pouco mais sérios do que a média das comédias românticas. A personagem de Kate Hudson, especialmente, tem nuances meio inesperadas na parte final.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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