20 de Julho de 2011 / às 20:43 / em 6 anos

ENTREVISTA-Chris Evans faz "Capitão América" e inicia terapia

Por Zorianna Kit

Ator Chris Evans chega para divulgação do filme "Capitão América". REUTERS/Jason Redmond

LOS ANGELES (Reuters Life!) - Esta sexta-feira o ator Chris Evans vai tornar-se um nome conhecido por todos: ele será o Capitão América no longa-metragem do estúdio Marvel “Capitão América - O Primeiro Vingador”.

Evans recusou a proposta várias vezes antes de aceitar o papel de um órfão dos anos 1940, magro e vítima de assédio, chamado Steve Rogers, que se transforma no musculoso Capitão América graças a um soro supersecreto desenvolvido pelo governo. Ele acaba por liderar o exército norte-americano numa batalha vitoriosa contra os nazistas.

Evans, 30 anos, conversou com a Reuters sobre sua apreensão inicial e porque o papel o levou a fazer terapia.

P: A maioria dos atores faria tudo para conseguir um papel de super-herói, mas você inicialmente o recusou. Por que?

P: O problema para mim foi uma potencial mudança de estilo de vida. Nos últimos dez anos eu pude fazer filmes e ainda conservar meu anonimato. “Capitão América” mudaria tudo isso, e, se eu não gostasse, eu não teria a possibilidade de desistir, porque me comprometi a fazer seis filmes. Era assustador.

P: Você assumiu um compromisso semelhante quando aceitou representar o Tocha Humana em “Quarteto Fantástico”, da Marvel.

R: Sejamos realistas: os filmes “Quarteto Fantástico” não foram tão bons assim. E havia quatro de nós (Evans, Jessica Alba, Ioan Gruffudd e Michael Chiklis) para dividir o peso - eu não estava sozinho. Já o sucesso de “Capitão América” depende de mim. Isso intimida.

P: Assim que aceitou o papel, você começou a fazer terapia. Por que?

R: Fui porque tenho dificuldade em ficar sob o olhar público. Esse era meu problema. Eu só conseguia pensar na quantidade de responsabilidade pela divulgação que o filme exigiria de mim - e eu odeio fazer divulgação. E se eu não conseguisse lidar bem com as opiniões das pessoas a meu respeito? Eu sei que isso não deve determinar o grau de paz ou felicidade da pessoa com a vida, mas o problema é que eu optei por trabalhar em uma área onde você é sujeito a julgamentos.

P: Há algo em comum entre você e seu personagem?

R: Foi legal representar alguém que foge da atenção pública. Havia um paralelo interessante entre o que estava acontecendo na vida do personagem e na minha: uma grande oportunidade, uma transformação radical, mas uma hesitação em aceitar toda a responsabilidade que lhe é entregue.

P: Seu próximo filme é o independente “Puncture”, que será lançado em setembro. Você faz o papel de um dependente de drogas que trabalha como advogado. É uma guinada de 180 graus em relação aos super-heróis.

R: Fiz “Puncture” no início do ano passado. Foi no final desse filme que recebi a oferta de fazer “Capitão América”. Gostei tanto de fazer “Puncture”. Eu dizia a mim mesmo: ‘Por que não continuo apenas a fazer esses ótimos filmes indies pequenos? Eles não chamam muita atenção, posso ser respeitado em minha profissão, me sentir criativamente satisfeito e conservar meu anonimato’. Não fazia sentido mudar essa situação.

P: Mas você mudou.

R: Num primeiro momento, achei que “Capitão América” poderia ser uma questão de perder ou perder. Mas, obviamente, não foi o caso. Foi a coisa certa a fazer, e fico feliz porque fiz.

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