21 de Outubro de 2011 / às 13:58 / 6 anos atrás

Mineração destrói trechos da Grande Muralha da China

Por Jimmy Guan e Tyra Dempster

Visitante no setor Luanling da Grande Muralha da China, no distrito de Huairou, cerca de 80 quilômetros do centro de Pequim. A Grande Muralha da China vem sendo vítima do desenvolvimento à medida que minas legais e ilegais destroem imensos blocos de colinas abaixo do marco histórico, alertam conservacionistas. 07/10/2011 REUTERS/Jason Lee

Laiyuan, China (Reuters) - A Grande Muralha da China vem sendo vítima do desenvolvimento à medida que minas legais e ilegais destroem imensos blocos de colinas abaixo do marco histórico, alertam conservacionistas.

Eleita uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, a parede de 6.400 quilômetros se estende por 11 províncias chinesas e atrai milhões de turistas todos os anos, principalmente para as seções restauradas perto da capital, Pequim.

Mas, longe do circuito turístico, algumas partes do muro estão desmoronando.

A cerca de 200 quilômetros a sudoeste de Pequim, na zona rural do município de Laiyuan, na província de Hebei, dezenas de pequenas minas ameaçam a estabilidade do muro centenário conforme os garimpeiros cavam em busca de cobre, ferro, molibdênio e níquel, relatou a agência de notícias estatal Xinhua. Algumas minas têm escavado a 100 metros da parede.

Mas como muitas dessas minas têm autorização legal, não há nada que os conservacionistas possam fazer, disse Dong Yaohui, vice-presidente da Sociedade da Grande Muralha.

“A exploração dos recursos minerais fica sob jurisdição do Escritório de Recursos Naturais, então, se o departamento emite licenças para as empresas de mineração, elas podem legalmente extrair os recursos minerais dentro das áreas designadas no contrato”, disse Dong.

“Mas neste processo, o escritório não leva em consideração a Grande Muralha como um fator, nem consulta a opinião do Departamento de Patrimônio Cultural já que não há regra que exija tal consulta. Então, isso cria a bagunça na organização.”

O Escritório de Recursos Naturais de Laiyuan põe a culpa da destruição nas pequenas minas ilegais, e a agência Xinhua citou o escritório afirmando que os operadores dessas minas usam dispositivos de comunicação sofisticados para evitar a aplicação da lei.

Cada ano, o Departamento de Patrimônio Cultural recebe fundos para reparar segmentos danificados do muro, mas Dong disse que isso não pode impedir que o dano aconteça.

Não se trata da primeira vez em que a Grande Muralha está sob ameaça. Ataques de bombas durante a Guerra Sino-Japonesa, de 1937 a 1945, destruíram grandes partes do muro e moradores de aldeias ao redor saquearam tijolos para construir estradas e casas nas décadas de 1950 e 1960.

O Conselho Estatal da China emitiu uma proibição ao vandalismo da Grande Muralha em 2006, mas críticos dizem que ela não tem sido aplicada nas áreas mais remotas. Peritos afirmam que mais de 70 por cento do Muro está em ruínas, relatou a Xinhua.

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