13 de Fevereiro de 2012 / às 12:52 / em 6 anos

"O Artista" é o grande vencedor do Bafta, com 7 prêmios

Por Estelle Shirbon

Jean Dujardin (E), Thomas Langmann (C) e Michel Hazanavicius comemoram após vencerem o prêmio de melhor filme com "O Artista" na cerimônia de premiação do Bafta, na Royal Opera House, em Londres. 12/02/2012. REUTERS/Suzanne

LONDRES, 13 Fev (Reuters) - O preto-e-branco virou ouro após o filme mudo “O Artista” ganhar sete prêmios Bafta, incluindo melhor filme, na cerimônia realizada em Londres, no domingo, aumentando as expectativas de ser um forte competidor no Oscar.

A atriz Meryl Streep levou o prêmio de melhor atriz por sua interpretação da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, no auge do seu poder como política e como uma frágil mulher idosa que sofre de demência, no filme “Dama de Ferro”.

O filme “Senna”, sobre a vida do piloto brasileiro Ayrton Senna, conquistou o prêmio de melhor documentário. O filme é uma coprodução França, Brasil, Reino Unido e Estados Unidos.

A premiação da Academia Britânica de Cinema e Televisão (Bafta, sigla em inglês) nem sempre prediz exatamente o que está por vir no Oscar, mas é a honra mais cobiçada no cinema fora dos Estados Unidos.

Além de Meryl Streep, a outra estrela incontestável da noite foi o filme “O Artista”, um romance francês ambientado em Hollywood nos anos de 1920 e 1930. Foi indicado para 12 prêmios e saiu carregando troféus nas categorias melhor filme, ator, diretor, adaptação original, figurino, fotografia e música.

“Estou tão orgulhoso por Brad Pitt pronunciar meu nome tão bem”, disse o diretor do filme, Michel Hazanavicius, ao receber o prêmio do galã de Hollywood.

A estrela do longa, Jean Dujardin, foi o vencedor surpresa na categoria de melhor ator. George Clooney era o favorito dos apostadores por seu papel como um homem que guia sua família durante um período turbulento enquanto sua esposa está em coma em “Os Descendentes”.

“O Artista” ofuscou o thriller de espionagem “O Espião que Sabia Demais”, que levou apenas dois prêmios - filme britânico excepcional e melhor roteiro adaptado - das 11 categorias para as quais fora indicado.

O diretor Martin Scorcese teve uma noite variada no Bafta. O seu primeiro filme familiar, “As Invenções de Hugo Cabret”, uma aventura em 3D que explora a mágica da produção de cinema em seu início, foi indicado para nove prêmios, mas levou apenas dois, por design de produção e melhor som.

Scorcese também foi indicado na categoria de documentários pelo filme “George Harrison: Living in The Material World”, mas perdeu para “Senna”.

Entretanto, o diretor de “Taxi Driver” e “Touro Indomável” foi para casa com um Bafta Fellowship que celebra a sua trajetória no cinema.

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