22 de Fevereiro de 2012 / às 19:31 / em 6 anos

Curtas-metragens dão início à semana do Oscar

Por Jordan Riefe

LOS ANGELES, 22 Fev (Reuters) - A semana do Oscar começou na terça-feira à noite com uma celebração dos curtas-metragens que concorrem ao prêmio deste ano e que, embora sejam pouco conhecidos, são cruciais para a indústria cinematográfica.

Brad Bird, ganhador de dois Oscars por “Os Incríveis” e “Ratatouille”, apresentou o concorrido evento na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Os curtas -cinco filmes de animação e cinco com atores reais- foram exibidos e seus realizadores discutiram essa forma artística que geralmente lança novos cineastas, mas também permite que veteranos façam uma pausa das exigências comerciais decorrentes de rodar um longa em grandes estúdios.

“O curta-metragem é uma forma de arte em si, e há certos tópicos que eu acredito que só podem encontrar sua plateia se forem feitos em curta-metragem. Um longa é algo totalmente diferente”, disse Stefan Gieren, produtor de “Raju”, indicado ao prêmio de melhor curta com atores.

Entre as animações, “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”, um tributo ao poder regenerador dos livros, foi parcialmente inspirado pela devastação do furacão Katrina em Nova Orleans, cidade onde vive o diretor William Joyce.

“Após o Katrina, toda a cidade de Nova Orleans ficou meio cinzenta”, disse Joyce à plateia que lotava a Sala Samuel Goldwyn. “Ela perdeu sua cor e encontramos acúmulos de livros levados pelos detritos da tempestade.”

As outras animações concorrentes são “Dimanche/Sunday”, do canadense Patrick Doyon; “La Luna”, de Enrico Casarosa, pela produtora Pixar Animation; “A Morning Stroll”, do britânico Grant Orchard; e “Wild Life”, dos canadenses Amanda Forbis e Wendy Tilby.

Nos filmes de não-animação, os indicados são “Pentecost”, do irlandês Peter Mcdonald; “Raju”, do alemão Max Zahle; “Time Freak”, do nova-iorquino Andrew Bowler; “Tuba Atlantic”, trabalho de conclusão de curso do norueguês Hallvar Witzo; e “The Shore”, de Terry George, diretor de “Hotel Ruanda”.

“The Shore” foi “uma chance de falar da reconciliação na Irlanda do Norte de uma maneira específica”, disse a produtora Oorlagh George, filha do diretor. O curta conta a história de amigos de infância de Belfast, que se reúnem após 25 anos. “Rodamos no nosso quintal. É um filme caseiro, minha tia fez os figurinos, minha mãe preparou a comida”, contou ela.

Outrora exibidos nos cinemas antes dos longas-metragens, os curtas atualmente encontram seu espaço principalmente em festivais específicos.

Mas, por conta do Oscar, os dez indicados foram lançados na terça-feira pelo iTunes em 56 países, e estão atualmente sendo exibidos em 138 salas e por vídeo “on demand”, o que faz deles os curtas mais assistidos na história do Oscar.

“Faturamos ao longo do dia de ontem (terça-feira) mais de 1 milhão de dólares”, anunciou Tom Boone, membro da Academia, que previu uma arrecadação total de 1,7 milhão de dólares, cifra inédita, que reflete o ressurgimento do curta-metragem na época do filme digital e da exibição pela Internet.

“Eles podem fazer cópias de um jeito muito mais fácil, e serem distribuídos em salas de cinema”, disse Bird à Reuters. “E não há nada melhor do que estar no escuro com um monte de estranhos olhando para uma tela gigante!”

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