24 de Setembro de 2012 / às 12:06 / em 5 anos

"Homeland" triunfa em Emmy com boa dose de realidade

Por Jill Serjeant

Alex Gansa (C) aceita prêmio de melhor série dramática para “Homeland” no 64o Primetime Emmy Awards, em Los Angeles. 23/09/2012 REUTERS/Lucy Nicholson

LOS ANGELES, 24 Set (Reuters) - “Homeland” desbancou “Mad Men” e ganhou, na noite de domingo, o prêmio de melhor série dramática do Primetime Emmy, que nesta edição favoreceu a política e as tensões do século 21 em detrimento de programas de época.

“Modern Family”, série da ABC sobre as caóticas vidas de três casais aparentados e seus filhos, ganhou o prêmio de melhor série cômica pelo terceiro ano, e também os prêmios de direção e de coadjuvantes (para Eric Stonestreet e Julie Bowen).

“Estou rezando para que todo mundo não enjoe de nós”, brincou o produtor executivo Steve Levitan.

“Homeland”, thriller psicológico sobre um herói da guerra do Iraque que volta aos EUA após ser arregimentado pela Al Qaeda, ganhou o prêmio de melhor série dramática após apenas uma temporada sendo exibido no canal a cabo Showtime.

A série levou também os troféus de melhor roteiro e de melhores atores (os protagonistas Claire Danes e Damian Lewis), além de dois prêmios técnicos.

“Homeland”, apontado como um dos programas favoritos do presidente Barack Obama, acabou com o reinado de “Mad Men”, sobre publicitários da década de 1960, que ficou de mãos vazias. Foi o maior fracasso na história do Emmy, já que a série tinha 17 indicações.

“Homeland” derrotou também “Downton Abbey”, sobre aristocratas e seus criados numa casa de campo inglesa, e “Game of Thrones”, fantasia medieval da HBO. Esse foi o primeiro ano em que todos os indicados a melhor série dramática estavam na TV paga.

Danes, que interpreta uma agente bipolar da CIA num jogo de gato-e-rato contra Lewis, disse acreditar que “Homeland” tenha tido sucesso de público e crítica por não ser moralista nem ostensivamente política. Segundo ela, o fato de ser visto por Obama “fala sobre a relevância do programa, e lhe dá uma enorme validação”.

A segunda temporada começa em 30 de setembro, num episódio que aborda um fictício --mas não impossível, na vida real-- ataque israelense a instalações nucleares do Irã.

A política é o tema também de outro programa muito premiado na noite, “Game Change”, sobre a candidatura da republicana Sarah Palin a vice-presidente em 2008, que levou os troféus de melhor minissérie, roteiro, direção e atriz (Julianne Moore).

Julia Louis-Dreyfus, de “Veep” --série que também tem um viés político-- levou o prêmio de melhor atriz cômica. Jon Cryer, de “Two and a Half Men”, surpreendeu na categoria de ator cômico.

Louis C.K. levou o prêmio de roteiro por seu programa “Louie”, e de direção por seu especial de comédia stand-up.

Kevin Costner, estreante em TV, foi premiado pela minissérie histórica “Hatfields & McCoys”. “The Amazing Race” foi escolhido o melhor reality show, e Tom Bergeron, de “Dancing with the Stars”, foi o melhor apresentador de reality.

Reportagem adicional de Lisa Richwine e Piya Sinha-Roy

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