4 de Outubro de 2012 / às 17:58 / em 5 anos

História da franquia James Bond é tão dramática quanto os filmes

Por Mike Collett-White

LONDRES, 4 Out (Reuters) - Como mostra um novo documentário, a verdadeira história por trás da franquia de filmes de James Bond é quase tão dramática quanto as próprias fantasias do 007, cheias de reviravoltas, choques de personalidade, heróis, vilões, mulheres bonitas e fugas incríveis.

“Everything or Nothing” (“Tudo ou Nada”) será lançado na sexta-feira, o chamado “Dia Global de James Bond”, para comemorar os 50 anos desde a estreia mundial de “Dr. No”, que apresentou às massas o agente secreto sofisticado do autor Ian Fleming.

Um box de Blue-ray comemorativo, um leilão beneficente na Christie’s e o novo perfume “007” para homens são algumas das maneiras em que Bond está sendo celebrado, enfatizando o apelo duradouro de um personagem que tem sido constantemente reinventado.

O novo documentário, dirigido por Stevan Riley e contendo entrevistas com cinco dos seis atores oficiais de Bond, mostra como a série não foi sempre tão segura.

“Nós já passamos por duas falências de estúdio, já passamos por vários ataques de séries concorrentes, então tivemos nossos altos e baixos”, disse o produtor de Bond, Michael G. Wilson, sobre os contratempos mais sérios da franquia, em entrevista à Reuters por telefone.

O diretor de “Everything or Nothing” concordou. “Bond sempre vive para lutar mais um dia e houve muitas ameaças”, disse ele no início desta semana na pré-estreia do filme em Londres.

“Quero dizer, como Bond sobreviveu por... 50 anos? Todo mundo não pensa muito nisso, houve muitos obstáculos no caminho.”

AUSÊNCIA DE SEAN CONNORY

Juntamente com Fleming, as duas figuras mais importantes da história do filme de James Bond eram os produtores Albert “Cubby” Broccoli, dos Estados Unidos, e Harry Saltzman, do Canadá.

A paixão deles pelo personagem e as histórias foi o que levou Bond à telona, e depois de “Dr. No”, em 1962, veio “Moscou contra 007”, em 1963, e “007 Contra Goldfinger”, em 1964.

Naquela altura, James Bond já era um fenômeno cultural internacional, proporcionando às audiências um escapismo abastecido por adrenalina com acrobacias ousadas, carros velozes, aparelhos futuristas, ternos bem cortados, mulheres bonitas e locais exóticos.

Sean Connery, o primeiro Bond, eventualmente se cansou de sua celebridade mundial e tinha uma sensação persistente de que estava aquém do esperado, por isso, depois do quinto filme de James Bond “Com 007 só se Vive Duas Vezes”, ele renunciou ao papel. A saída dele seria a primeira de várias escolhas importantes de elenco para os produtores que poderiam destruir ou deslanchar a série.

George Lazenby foi contratado para um único filme, “007 - A Serviço Secreto de Sua Majestade”, antes de Connery retornar com “007 - Diamantes são para Sempre” e de Roger Moore assumir para os próximos sete filmes.

Cinco Bonds --a ausência de Connery foi notável-- foram entrevistados para o documentário, com Lazenby relembrando os dias selvagens de mulherengo e admitindo que destruiu sua chance quando foi contratado para assumir o papel.

Pierce Brosnan, que estreou em 1995 em “007 Contra GoldenEye”, lembrou no documentário do telefonema que recebeu para ser avisado que estava demitido do papel, enquanto seu substituto, Daniel Craig, citou as críticas recebidas por sua nomeação para assumir o papel, em 2005.

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