11 de Dezembro de 2012 / às 20:03 / em 5 anos

Soprano russa Galina Vishnevskaya morre aos 86 anos

MOSCOU, 11 Dez (Reuters) - Galina Vishnevskaya, cantora de ópera russa cuja voz de soprano fascinou o compositor Benjamin Britten e convenceu o violinista Mstislav Rostropovich a se tornar seu terceiro marido morreu aos 86 anos, anunciou seu teatro nesta terça-feira.

Galina Vishnevskaya, cantora de ópera russa, é vista durante cerimônia de abertura de uma exibição no Palácio Konstantinovsky em São Petersburgo, em 2008. Galina, cuja voz de soprano fascinou o compositor Benjamin Britten e convenceu o violinista Mstislav Rostropovich a se tornar seu terceiro marido morreu aos 86 anos, anunciou seu teatro nesta terça-feira. 12/05/2008 REUTERS/Alexander Natruskin

A adolescente Vishnevskaya ganhou destaque logo após a Segunda Guerra Mundial e nos anos 1960 se tornou uma sensação internacional da ópera, se apresentando nos principais teatros do mundo.

Seu talento era tão fascinante que o compositor britânico Britten escreveu a parte de soprano de sua obra “War Requiem” especialmente para ela, e o compositor russo Dmitri Shostakovich a escolheu para uma nova versão de sua ópera “Lady Macbeth of Mtsensk”.

“Vishnevskaya foi uma porta-bandeira da cultura russa, uma cantora do mais alto nível”, disse o tenor georgiano Zurab Sotkilava ao jornal Kommersant.

Homenagens do presidente russo, Vladimir Putin, do primeiro-ministro, Dmitry Medvedev, e de outras pessoas apareceram rapidamente na mídia local.

Ela nasceu na cidade soviética então conhecida como Leningrado (atual São Petersburgo) e teve uma vida quase tão dramática quanto alguns dos personagens que cantou no palco.

Vishnevskaya subiu ao palco pela primeira vez aos 18 anos. Mas encantou o público como uma das principais solistas do prestigiado teatro Bolshoi de Moscou. O teatro fez um minuto de silêncio em sua memória antes da apresentação desta terça-feira de “Turandot”.

Autoridades soviéticas forçaram a cantora e seu marido Rostropovich a deixar o país em 1974 por apoiar o dissidente Alexander Solzhenitsyn, vencedor do prêmio Nobel de Literatura.

Ela morou, se apresentou e dirigiu óperas nos Estados Unidos e na França até 1982 e, então, escreveu a autobiografia “Galina”, criticando as autoridades soviéticas em 1984 depois de voltar à Rússia.

Vishnevskaya é reconhecida por seus papéis em óperas clássicas como “Aida”, de Giuseppe Verdi, “Eugene Onegin”, de Tchaikovsky, assim como “Tosca”, de Giacomo Puccini, e “Madame Butterfly”.

Ela abriu o seu próprio centro de ópera em Moscou em 2002, que desde então tem treinado artistas internacionais. Vishnevskaya permaneceu como diretora artística até a sua morte.

Reportagem de Nastassia Astrasheuskaya

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