30 de Janeiro de 2013 / às 20:54 / em 5 anos

‘Diabólico' Spacey trama vingança em série "House of Cards"

Por Lisa Richwine

LOS ANGELES, 30 Jan (Reuters) - Na nova série política “House of Cards”, Kevin Spacey interpreta um ambicioso político norte-americano que trama interromper a jovem administração de um presidente que ele ajudou a eleger.

O cenário serve como pano-de-fundo para uma série que a distribuidora Netflix Inc espera que deixe sua marca, abalando o cenário televisivo.

Todos os 13 episódios da primeira temporada do programa poderão ser vistos a partir de sexta-feira apenas pela assinatura da Netflix, e não em nenhuma das transmissões de canais tradicionais ou de TV por assinatura.

O projeto apresenta uma lista de talentos de cinema, incluindo o duas ganhador de Oscar Spacey, além de David Fincher, o aclamado diretor de “A Rede Social” e “O Clube da Luta” como produtor-executivo.

Em “House of Cards”, Spacey interpreta o deputado Francis Underwood, um ambicioso democrata de alto escalão.

Spacey dá o primeiro indício da personalidade controladora de seu personagem na cena de abertura, quando olha diretamente para a câmera para explicar que não “tem paciência com coisas inúteis”.

“Ele é diabólico”, disse Spacey à Reuters, rapidamente acrescentando que ele “é um político muito eficaz”, que sabe trabalhar em Washington e opera sob a premissa de “o mal para o bem maior”.

Quando a história começa, o parlamentar da Carolina do Sul espera ser indicado secretário de Estado pelo presidente recém-eleito. Quando fica sabendo que a Casa Branca prefere que ele permaneça no Congresso, Underwood sai em uma missão implacável para realizar suas metas. Robin Wright interpreta sua esposa, a igualmente ambiciosa chefe de um grupo não lucrativo - uma personagem vagamente baseada em Lady Macbeth de Shakespeare.

Underwood conspira com uma jovem repórter, interpretada por Kate Mara, que ajuda a causa do congressista a fim de realizar seu próprio desejo de ascender dentro de um ficcional jornal Washington Herald.

DE LONDRES PARA WASHINGTON

“House of Cards” se baseia em uma série homônima da televisão britânica dos anos 1990 que foi adaptada de livros escritos por Michael Dobbs, um assessor da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

Um estagiário no estúdio independente Media Rights Capital falou sobre a série para o co-CEO Modi Wiczyk, que alistou Fincher e Spacey para a produção de uma versão atualizada.

O estúdio vendeu os direitos de produção para a Netflix depois de falar com pesos pesados da TV a cabo como HBO, Showtime e AMC.

O roteirista Beau Willimon, um ex-integrante de campanha norte-americano que escreveu o thriller político de 2011 “Tudo pelo Poder”, levou o cenário da série da Netflix para um governo norte-americano moderno e deu a Underwood um charmoso sotaque sulista no lugar do britânico.

Para a Netflix, o programa faz parte de um esforço para atrair novos consumidores com conteúdo obrigatório e indisponível em outro lugar. Ainda neste ano vão estrear apenas na Netflix a refilmagem da comédia da Fox “Arrested Development” e a série de mistério “Hemlock Grove,” dirigida pelo produtor de filmes de terror Eli Roth.

Ao longo de “House of Cards”, Underwood faz uma pausa para olhar direto para a câmera e dar aos espectadores insights sobre a trama. A técnica incomum era uma marca registrada da série original.

Spacey disse que aproveitou sua experiência recente no palco interpretando “Ricardo III” de Shakespeare, um papel que usa o mesmo método e permitiu que ele olhasse diretamente nos olhos das pessoas. A plateia “adorava ser co-conspiradora”, ele disse.

“Dá para criar pequenos momentos onde não há diálogo, onde é apenas o olhar. É o tipo de coisa ‘eu sei que você sabe o que eu estou pensando’”.

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