25 de Fevereiro de 2013 / às 12:06 / em 5 anos

"Argo" domina o Oscar em noite de surpresas

Por Jill Serjeant

Produtores do filme vencedor do Oscar “Argo” George Clooney (D), Grant Heslov e Ben Afleck (C) posam com estatuetas na 85ª cerimônia do Oscar, em Hollywood. 24/02/2013 REUTERS/ Mike Blake

LOS ANGELES, 25 Fev (Reuters) - “Argo” conquistou o Oscar de melhor filme, em uma noite de domingo marcada por surpresas, que teve frustrações para o favorito “Lincoln” e quatro troféus, maior número desta edição, para “As Aventuras de Pi”.

É a primeira vez desde “Conduzindo Miss Daisy”, em 1990, que um filme leva o prêmio principal sem ter a indicação também a melhor diretor.

O Oscar dado a “Argo”, drama sofre reféns norte-americanos no Irã, marcou um retorno triunfal de Ben Affleck aos grandes nomes de Hollywood.

Há seis semanas, o ator foi preterido na lista de candidatos a melhor diretor, e durante anos ele lutou para reconstruir sua reputação após ser ridicularizado por incidentes no seu namoro com Jennifer Lopez, entre 2002 e 2004.

“Argo” levou também os prêmios de melhor montagem e melhor roteiro adaptado, por sua narrativa cativante e às vezes cômica acerca dos esforços da CIA para resgatar seis diplomatas em Teerã, meses depois da Revolução Islâmica de 1979.

“Tanta gente maravilhosa me estendeu sua ajuda quando não tinha nada a se beneficiar com isso... não se pode guardar rancor. É difícil, mas não se pode guardar rancor. Não importa o quanto você seja derrubado na vida, porque acontece. Só importa que você se levante”, disse Affleck, de 40 anos, também produtor do filme, num emotivo discurso.

Ang Lee foi o surpreendente vencedor do prêmio de direção, derrotando com o seu “As Aventuras de Pi” o respeitado Steven Spielberg, cujo “Lincoln” venceu em apenas 2 das 12 categorias nas quais concorria.

“As Aventuras de Pi”, sobre um jovem náufrago, levou ainda os prêmios de trilha sonora original, efeitos visuais e fotografia.

PRIMEIRA-DAMA

O Oscar de melhor filme de “Argo” foi anunciado no clímax de uma das mais sigilosas operações já feitas na história do Oscar: o envelope foi aberto pela primeira-dama Michelle Obama, fazendo uma inédita aparição em vídeo a partir da Casa Branca.

Daniel Day-Lewis, como esperado, foi aplaudido de pé ao se tornar o primeiro artista masculino a ganhar três Oscars de melhor ator. Ele interpretou o presidente norte-americano Abraham Lincoln no filme de Spielberg. “Realmente não sei como nada disso aconteceu”, disse o anglo-irlandês Day-Lewis.

Jennifer Lawrence foi escolhida melhor atriz por seu papel como uma mal-humorada jovem viúva na comédia “O Lado Bom da Vida”. Ela tropeçou em seu vestido Dior quando subia ao palco.

Numa das disputas mais acirradas da noite, ela derrotou Jessica Chastain, de “A Hora Mais Escura”, e Emmanuelle Riva, de 86 anos, do austríaco “Amor”, ganhador do Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

Os 5.800 membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, instituição que concede o Oscar, impuseram um duro golpe a “A Hora Mais Escura”.

O filme, sobre os dez anos de caçada a Osama bin Laden, foi criticado por alguns políticos e ativistas por supostamente apoiar a tortura. De cinco indicações recebidas, levou apenas “meio” prêmio - o de edição de som, dividido com “007 - Operação Skyfall”.

Nas categorias de atores coadjuvantes, os premiados foram Anne Hathaway, por “Os Miseráveis”, e Chistoph Waltz, que parecia incrédulo com o prêmio dado por sua atuação em “Django Livre”, de Quentin Tarantino - também diretor de “Bastardos Inglórios”, pelo qual Waltz havia recebido o mesmo prêmio em 2010.

Tarantino levou o prêmio de roteiro original, e “Valente” foi escolhido como o melhor longa de animação.

A cerimônia de domingo será lembrada também pela provocativa atuação de Seth MacFarlane, de 39 anos, estreante como apresentador do Oscar.

Ele evocou canções provocativas, como “We Saw Your Boobs” (“vimos seus peitos”), para falar sobre atrizes que se desnudaram em cena, e fez piadas provocativas sobre a grande quantidade de judeus e homossexuais em Hollywood.

Mas a piada mais recorrente tinha como alvo o próprio MacFarlane: o tempo todo ele especulava se na segunda-feira a imprensa o consideraria o pior apresentador do Oscar na história.

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