17 de Maio de 2013 / às 15:08 / em 5 anos

Tenso drama familiar de diretor iraniano captura críticos em Cannes

Por Alexandria Sage

Diretor Asghar Farhadi posa para fotos com os integrantes do elenco de seu filme "Le Passé", Tahar Rahim, Berenice Bejo e Ali Mosaff, no 66º Festiveal de Cannes, na França. Farhadi estreou seu mais recente drama familiar em Cannes na sexta-feira, confirmando antecipadamente o rumor dos críticos de que o filme seria um candidato ao prêmio máximo do festival. 17/05/2013. REUTERS/Eric Gaillard

CANNES, 17 Mai (Reuters) - O diretor iraniano vencedor do Oscar Asghar Farhadi estreou seu mais recente drama familiar em Cannes na sexta-feira, confirmando antecipadamente o rumor dos críticos de que o filme seria um candidato ao prêmio máximo do festival.

O prestigioso festival na Riviera Francesa -onde o sol finalmente saiu no terceiro dia- procura detectar o vencedor de sua Palma de Ouro entre os 20 participantes na competição principal e as primeiras críticas foram entusiasmadas para “Le Passé” (“The Past”).

O drama psicológico intenso, rodado em francês em Paris, é o primeiro de Farhadi a ser filmado fora de sua terra natal, onde os censores iranianos permitiram a distribuição do filme.

A estrela de “Le Passé” é o conhecido ator iraniano Ali Mosaffa, interpretando um homem iraniano que volta a Paris para finalizar o divórcio com sua esposa, Mariel, interpretada pela atriz francesa Berenice Bejo (“The Artist”).

Entre os muitos comentários entusiasmados, Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, falou do filme: “Um drama tenso e finamente trabalhado, que faz uma anatomia das relações coaguladas e complexas.”

De volta a sua antiga casa, “Ahmad” (Mosaffa) é empurrado para um drama complexo que envolve Mariel e seu novo parceiro, cuja esposa está em coma, e uma ressentida filha adolescente lutando para apaziguar sua própria culpa.

“Não há nada mais universal do que a família. Esse é um laço entre meus espectadores e eu”, disse Farhadi a repórteres.

O último filme de Farhadi, “A Separação”, também centrado em um divórcio, varreu o circuito de premiação na Europa antes de ganhar o Oscar de melhor filme em língua estrangeira no ano passado, o primeiro filme iraniano a ganhar um Oscar.

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