11 de Fevereiro de 2014 / às 11:43 / em 4 anos

Morre Shirley Temple, a atriz mirim que se tornou diplomata

Por Eric M. Johnson

Atriz e ex-diplomata Shirley Temple Black ao receber uma homenagem do Screen Actors Guild, em Los Angeles. Shirley Temple Black, que levantou o humor dos Estados Unidos como uma estrela infantil de olhos brilhantes e covinhas nas bochechas durante o período da Grande Depressão e depois se tornou uma diplomata dos Estados Unidos, morreu na noite de segunda-feira aos 85 anos, informou uma porta-voz da família em um comunicado. 29/01/2006. REUTERS/Mario Anzuoni

11 Fev (Reuters) - Shirley Temple Black, que animou os norte-americanos quando ainda era uma criança de olhos brilhantes e covinhas, durante a Grande Depressão, e construiu uma segunda carreira como diplomara dos Estados Unidos, morreu na noite de segunda-feira aos 85 anos de idade.

Shirley, que atraiu milhões de pessoas aos cinemas nos anos 1930, “faleceu pacificamente” em sua casa de Woodside, Califórnia, de causas naturais às 22h57 pelo horário local (4h57 em Brasília), cercada pela família e cuidados, disse um comunicado da família nesta terça-feira.

“Nós a saudamos por uma vida de realizações notáveis como atriz, como diplomata e, mais importante, como uma amada mãe, avó, bisavó e adorada esposa por 55 anos”, diz o comunicado.

Como atriz, Shirley foi precoce, saltitante e adorável com cabelos cacheados e sapateados em canções como “On The Good Ship Lollipop”.

Como a embaixadora Shirley Temple Black, ela se caracterizou pela fala mansa e seriedade nos postos na Tchecoslováquia e Gana, refutando a preocupação de que sua carreira anterior a tornaria uma diplomata pouco firme.

“Não tenho nenhum problema para ser levada a sério, como mulher e diplomata aqui”, disse Shirley depois de sua nomeação para a embaixada de Gana, em 1974. “Meus únicos problemas são com americanos que, no começo, se recusavam a acreditar que eu tinha crescido depois dos meus filmes.”

As homenagens a Shirley jorraram nesta terça-feira depois da notícia da morte.

O ex-presidente George H.W. Bush, que a nomeou como embaixadora para a então Tchecoslováquia, disse que ela se destacou tanto como atriz mirim como diplomata.

“Ela atraiu as atenções de milhões em todo o mundo por suas performances cativantes no cinema quando era uma menina, mas eu também admirei Shirley por seu serviço altruísta pelo nosso país num período posterior de sua vida”, disse ele em um comunicado.

O governo tcheco elogiou Shirley, dizendo que ela se tornou um dos símbolos da nova liberdade conquistada pelo país quando serviu como embaixadora dos EUA em Praga de 1989 até 1992.

“Com seu charme e franqueza, ela contribuiu grandemente para a renovação da antiga amizade de nossos países e nações”, assinalou o Ministério de Relações Exteriores da Tchecolosváquia em um comunicado.

CONTRIBUIÇÃO AO CINEMA

O mundo do entretenimento também lamentou sua morte e expressou sua tristeza no Twitter.

“A Pequena Shirley elevou o espírito de uma nação durante a Grande Depressão”, tuitou a atriz Mia Farrow.

Whoopi Goldberg se referiu à canção que marcou Shirley, “On The Good Ship Lollipop”, em sua homenagem à ex-atriz mirim no Twitter, e a atriz Kristin Chenoweth a elogiou como uma “legendária estrela infantil e maravilhosa diplomata”.

Nascida em 23 de abril de 1928, Shirley começou a carreira no cinema no início dos anos 1930 e era famosa aos 6 anos de idade. Ela se tornou uma instituição nacional e sua popularidade levou à criação de bonecas inspiradas nela, bem como vestidos e dezenas de outras novidades Shirley Temple, tornando-se uma das primeiras artistas a colher os frutos da mentalidade de marketing que ganhava corpo no país.

Shirley estava com 3 anos quando sua mãe a matriculou numa escola de dança, onde um caçador de talentos a viu e a levou para o “Baby Burlesk”, uma série de curtas com crianças-atores satirizando filmes de adultos.

Os executivos de cinema a notaram. Em 1934 ela apareceu no filme “Stand Up and Cheer!”, e o trecho em que cantava e dançava em “Baby Take a Bow” roubou a cena. Outros filmes naquele ano incluíram “Little Miss Marker” e “Bright Eyes” - no qual interpretava a canção “On the Good Ship Lollipop”. Em 1935 ela recebeu um Oscar especial por sua “admirável contribuição para o cinema de entretenimento”.

Ela fez cerca de 40 filmes, incluindo “The Little Colonel”, “Poor Little Rich Girl”, “Heidi” e “Rebecca of Sunnybrook Farm” num período de dez anos, atuando ao lado de grandes nomes como Randolph Scott, Lionel Barrymore e Jimmy Durante.

Sua carreira como criança terminou aos 12 anos. Ela tentou alguns papéis quando adolescente, incluindo uma atuanção com o futuro presidente Ronald Reagan em “That Hagen Girl”, mas se aposentou das telas em 1949, aos 21 anos. Em 2005 o Sindicato dos Atores lhe deu um prêmio por suas realizações.

Shirley tinha apenas 17 anos em 1945 quando se casou pela primeira vez, com John Agar. O casamento durou cinco anos e eles tiveram uma filha. Em 1950 ela se casou com Charles Black. Seu casamento durou até a morte dele, em 2005, e eles tiveram dois filhos.

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