20 de Março de 2017 / às 23:25 / em 8 meses

Macron e Le Pen discutem em debate presidencial na TV francesa

PARIS (Reuters) - Os principais candidatos na eleição presidencial francesa entraram em confronto em um debate televisivo nesta segunda-feira, com o centrista Emmanuel Macron acusando a líder da extrema-direita, Marine Le Pen, de ter mentido e buscar dividir a França.

Candidatos presidenciais franceses Francois Fillon (primeiro à esquerda), Emmanuel Macron, Jean-Luc Melenchon, Marine Le Pen e Benoit Hamon posam para fotos antes do debate do canal de TV TF1 20/03/2017 REUTERS/Patrick Kovarik/Pool

O debate, primeiro entre os cinco principais candidatos antes da eleição de dois turnos, em 23 de abril e 7 de maio, pode ajudar os eleitores a definirem seu voto em uma disputa na qual 40 por cento dizem não saber quem apoiar.

    Pesquisas de opinião indicam Macron e Le Pen se distanciando dos demais na eleição marcada por reviravoltas e realizada em meio a um cenário de altas taxas de desemprego e crescimento lento.

Uma do momentos mais acalorados ocorrer quando Le Pen acusou Macron de ser a favor do burquíni, um traje de banho completo vestido por mulheres muçulmanas que gerou semanas de controvérsia no último verão na França.

    “Você está mentido (aos eleitores) ao manipular a verdade”, respondeu Macron, ex-ministro da Economia de 39 anos sob governo de François Hollande e que concorre como independente.

    A temperatura do debate da rede de TV TF1 subiu quando os candidatos foram perguntados sobre imigração e islamismo.

    “Quero colocar um fim à imigração, isto é claro”, disse Le Pen, antes de falar sobre um aumento do fundamentalismo islâmico na França e dizer que a situação de segurança no país é “explosiva”.

    Após a surpresa da votação pela saída do Reino Unido da União Europeia e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, os mercados se mostram nervosos com a possibilidade de vitória de Le Pen. Ela promete tirar a França da zona do Euro e realizar um referendo sobre participação na UE.

    Enquanto pesquisas mostram Macron e Le Pen mantendo uma clara liderança no primeiro turno, o candidato conservador François Fillon, que já foi líder nas pesquisas, perdeu apoio, prejudicado por um escândalo envolvendo o emprego de sua esposa como assessora parlamentar.

    Somente os dois candidatos mais votados seguem para o segundo turno, no qual pesquisas indicam uma vitória fácil de Macron sobre Le Pen.

    Mas, com muitos eleitores ainda indecisos e pesquisas indicando que o número de abstenções pode ser o mais alto já registrado na França, o nível de incerteza continua alto. Um alto número de abstenções pode beneficiar Le Pen, à medida que pesquisas consistentemente mostram que seus eleitores são os mais decididos.

ESCÂNDALOS

Fillon, acusado de pagar a sua esposa um generoso salário por trabalhos que ela pode não ter realizado, foi colocado sob investigação formal, se tornando o primeiro candidato presidencial francês a ser investigado.

Mas o escândalo, que dominou a campanha por semanas, ocupou relativamente pouco tempo no debate, com somente o esquerdista Jean-Luc Melechon indo para cima de Fillon e Le Pen, ela também alvo de diversas investigações judiciais.

Macron, ex-banqueiro de investimentos que nunca concorreu a nenhum cargo público, foi criticado por doações privadas feitas à sua campanha.

    O candidato socialista, Benoit Hamon, sugeriu que ele pode ceder à influência de lobbies das indústrias farmacêutica, bancária ou petroleira.

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