January 29, 2014 / 2:22 PM / in 6 years

BC da África do Sul segue emergentes e eleva taxa de juros para 5,5%

Por Xola Potelwa

PRETÓRIA, 29 Jan (Reuters) - O banco central da África do Sul elevou a taxa de juros nesta quinta-feira, em consonância com tentativas da Turquia e de outras economias emergentes de sustentar suas moedas.

“A expectativa é que as pressões da taxa cambial se intensifiquem conforme os mercados se ajustam ao novo padrão global dos fluxos de capital”, disse o presidente do BC sul-africano, Gill Marcus, em entrevista à imprensa.

“A principal responsabilidade do banco é manter a inflação sob controle e garantir que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas.”

Marcus disse que a decisão não foi influenciada pela forte elevação dos juros promovida pela Turquia e não tem o objetivo de afetar a taxa de câmbio.

A decisão ocorre, no entanto, no momento em que o rand caminha a menor cotação em 5 anos durante um movimento de vendas nos mercados emergentes que começou na semana passada.

Os mercados financeiros, entretanto, parecem ter considerado que o aumento dos juros foi insuficiente e o rand estava em queda de mais de 2 por cento após a decisão, a 11,2500 rands por dólar, aproximando-se da mínima de cinco anos atingida na semana passada.

O BC sul-africano elevou a taxa sob a qual realiza empréstimos para bancos comerciais para 5,5 por cento, ante mínima de 5,0 por cento, a primeira alta em quase seis anos.

A decisão da Turquia elevar os juros colocou pressão sobre o BC da África do Sul para que apertasse a política uma vez que os ativos de mercados emergentes estão sendo afetados por preocupações em torno da redução do estímulo dos Estados Unidos, grandes déficits de conta corrente —um problema para a África do Sul— e, no caso da Turquia, preocupações políticas domésticas.

Entretanto, a alta levanta o risco de afetar a já lenta expansão econômica e causar tensões com o partido Congresso Nacional Africano e o presidente Jacob Zuma, que enfrenta uma dura eleição em três meses devido aos problemas econômicos, em meio a um desemprego crônico e agitações sociais e trabalhistas.

O crescimento desacelerou para 0,7 por cento no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores, o ritmo mais lento desde uma recessão em 2009.

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