31 de Janeiro de 2008 / às 09:29 / 10 anos atrás

Pornografia apimenta celulares dos EUA em 2008

Por Sinead Carew

NOVA YORK (Reuters) - Na pornografia, tamanho é documento, a não ser quando se trata das minúsculas telas dos celulares, a nova fronteira do mercado erótico.

Se depender do setor do “entretenimento adulto”, os norte-americanos em breve poderão receber pornografia gratuitamente em seus celulares --ou pelo menos algumas fotos de garotas bonitas de biquíni.

Ao contrário do que aconteceu na Europa, a pornografia via celular ainda não decolou na América do Norte, onde as operadoras temem a rejeição de pais e de religiosos.

Mas isso pode mudar em 2008, quando as operadoras planejam atenuar o controle sobre suas redes para permitir uma maior variedade de aplicativos e serviços, ao mesmo tempo em que criam novas ferramentas para proteger os menores.

Além disso, telefones mais modernos, que têm browsers de Internet melhores, como o iPhone, da Apple, também permitem ver vídeos e fotos com mais qualidade.

“Será impossível conter a exploração do negócio adulto no entretenimento por celulares,” disse o advogado Gregory Piccionelli, especialista em questões ligadas à pornografia, do escritório Piccionelli & Sarno.

Ele prevê que os usuários dos EUA em breve poderão receber pornografia gratuitamente nos celulares, junto com serviços pagos de vídeo e “encontros adultos” --um eufemismo para o sexo pré-combinado entre estranhos.

O Congresso sobre o Conteúdo Adulto para Celulares, realizado nesta semana em Miami, está discutindo as oportunidades de expansão do setor pornográfico na telefonia móvel. A atual explosão dos sites pornográficos gratuitos está reduzindo os lucros do setor, até agora oriundos principalmente das vendas de DVDs e fitas de vídeo, do “pay-per-view” e das assinaturas em sites.

Jay Grdina, presidente da ClubJenna Inc., que fornece conteúdo adulto, acha que o setor só vai sobreviver se seguir as tendências da telefonia celular. “Se você não evoluir vai morrer. Precisamos garantir que estejamos prontos”, disse ele.

O popular site de vídeos YouTube planeja se expandir de modo a atender também cerca de 100 milhões de celulares avançados, e isso pode ser bom para o ClubJenna.com, mesmo que parte de seu conteúdo -- que vai de fotos sensuais a vídeos “hardcore” -- acabe sendo vista gratuitamente.

“É uma faca de dois gumes. Por um lado, [o YouTube] está distribuindo conteúdo gratuito; por outro, está expandindo a marca”, disse Grdina, queixando-se de que sua empresa fatura “praticamente zero” com celulares nos EUA, enquanto está “muito saudável” na Europa.

Grdina fundou o ClubJenna em sociedade com sua esposa, a famosa atriz pornô Jenna Jameson, e em 2006 o vendeu para a Playboy.

Embora até agora tenha dificuldades para fechar contratos com operadoras de celulares dos EUA, Grdina espera que em um ano e meio consiga assinar um acordo para vender fotos de modelos em trajes sumários, mas sem nudez.

A pornografia via celulares faturou 775 milhões de dólares em 2007 na Europa, enquanto nos EUA conseguiu apenas 26 milhões. O faturamento na Europa deve chegar a 1,5 bilhão de dólares até 2012, segundo a britânica Juniper Research, e em todo o mundo o mercado deve atingir 3,5 bilhões de dólares em 2010.

Num exemplo das dificuldades para a distribuição desses conteúdos, no ano passado a Telus, segunda maior operadora canadense de celulares, cancelou um serviço erótico depois de receber queixas de centenas de clientes e críticas da Igreja Católica.

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