October 23, 2007 / 2:01 AM / 11 years ago

Comunidade espacial comemora 50 anos do 1o. satélite do mundo

Por Conor Sweeney

Homem observa modelo de veículo Marsokhod em exibição no saguão do Instituto de Pesquisa Espacial em Moscou. Os líderes mundiais da exploração do espaço lembraram nesta quinta-feira os 50 anos do lançamento do Sputnik, o primeiro satélite feito pelo homem, que marcou o início da era espacial. Photo by Sergei Karpukhin

MOSCOU (Reuters) - Os líderes mundiais da exploração do espaço lembraram nesta quinta-feira os 50 anos do lançamento do Sputnik, o primeiro satélite feito pelo homem, que marcou o início da era espacial.

Em todo o planeta, as pessoas ficaram apreensivas com o lançamento, pela União Soviética, do satélite de 87 quilos, que foi colocado em órbita e representou o primeiro passo da corrida espacial com os Estados Unidos, na Guerra Fria.

“Estou convencido de que a conquista do Sputnik pelo povo russo foi responsável pela criação do programa espacial norte-americano, que hoje chefio”, disse o administrador da Nasa, Michael Griffin, a veteranos do espaço na Academia de Ciência da Rússia.

A cerimônia foi apenas uma entre as várias que comemoram o aniversário do Sputnik na Rússia. Mais cedo, oficiais militares depositaram flores no túmulo do criador do satélite, Sergei Korolyov.

“Sem o Sputnik não haveria Apollo. Na verdade, pode-se dizer que, quando a corrida espacial dos anos 1960 acabou, nós nos Estados Unidos perdemos um pouco do nosso próprio ímpeto”, disse Griffin, referindo-se ao projeto Apollo, que levou o homem à Lua em 1969.

O mundo seria bem diferente hoje sem os satélites que seguiram a trilha do Sputnik, e que hoje garantem a comunicação, ajudam as pessoas a encontrar caminhos, espionam inimigos e monitoram o clima.

O principal cientista espacial russo, Alexander Basilevsky, contou que estava ocupado demais comemorando seu aniversário de 20 anos num acampamento científico na Sibéria para se impressionar com o primeiro sinal enviado pelo Sputnik à Terra. Na época, ele não via utilidade naquilo.

“É claro que estávamos bebendo vodca e cantando, mas, quando ouvi aquilo no rádio, não tive interesse nenhum”, afirmou. Agora, no seu 70o. aniversário, Basilevsky relembrou sua carreira estudando superfícies planetárias, e contou que está trabalhando na missão russa para a lua marciana Fobos, prevista para 2009 —o primeiro grande projeto espacial da Rússia em mais de uma década.

O programa espacial russo passou por momentos difíceis na década que se seguiu à derrocada da União Soviética, mas hoje tem um orçamento de cerca de 19,5 bilhões de dólares para o período 2006-2015.

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