31 de Julho de 2008 / às 18:29 / 9 anos atrás

Revolução digital pode salvar Olimpíada

Por Robert Woodward

LONDRES (Reuters) - Para os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, a revolução digital surge como uma espada de dois gumes -- ela levou a geração mais jovem a se afastar dos esportes, mas pode levar a experiência olímpica a um número muito maior de pessoas.

“A mídia digital terá impacto transformador nas Olimpíadas em múltiplos níveis”, diz Shoba Purushothaman, presidente-executivo da The NewsMarket, uma plataforma de marketing para vídeos online. “Isso mudará a maneira pela qual os jogos são mostrados, tornando-os mais humanos e mais pessoais.”

Os jogos olímpicos sempre foram um dos pontos altos dos esportes e da programação televisiva, para a geração dos atuais pais e avós.

No século 21, os jovens dispõem de ampla variedade de opções de esportes, música e entretenimento, tanto na televisão quanto na Internet, e as Olimpíadas não oferecem atrativos especiais para muitos desses jovens.

“Os Jogos Olímpicos não são tão críveis ou relevantes para as pessoas mais jovens, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento”, disse Jon Tibbs, cuja empresa de relações públicas tem diversos clientes envolvidos com a Olimpíada, durante uma conferência sobre esporte e tecnologia em Londres.

A idade média dos telespectadores da Olimpíada de Atenas, em 2004, era superior a 40 anos, e não há sinais de que deva cair este ano.

“Talvez eu assista aos melhores momentos na TV, durante a noite, mas não acho que queira assistir alguma coisa ao vivo”, disse Richard Cousins, 19, um estudante britânico.

Caso os Jogos percam prestígio nos próximos anos, bilhões de dólares em patrocínio e direitos de transmissão que ajudam a sustentar o movimento olímpico simplesmente desapareceriam.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconheceu os sinais de alerta e tomou medidas para atrair audiências mais jovens, ao introduzir esportes como o snowboard na Olimpíada de Inverno e o ciclismo BMX, que estreará em Pequim.

Em fevereiro, o COI foi além e escolheu Cingapura como sede da primeira Olimpíada Jovem, em 2010, um “momento chave”, nas palavras de Jacques Rogge, presidente do COI.

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