17 de Março de 2008 / às 19:38 / em 10 anos

União Européia apóia padrão Nokia para TV móvel

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Européia agiu para simplificar o nascente setor de TV móvel, ao adotar um padrão apoiado pela finlandesa Nokia, mas as operadoras de celular européias alegam que Bruxelas está agindo de maneira precipitada.

A Comissão disse que estabelecer o Digital Video Broadcasting Handheld (DVB-H) como padrão preferencial da União Européia estimularia o setor.

“Para que a TV móvel decole na Europa, primeiro precisa existir certeza quanto à tecnologia”, afirmou Viviane Reding, comissária das Telecomunicações na União Européia, em comunicado divulgado na segunda-feira.

O DVB-H é o único padrão com presença mundial, embora Coréia do Sul, Japão, China e Estados Unidos estejam adotando padrões desenvolvidos localmente, como o do grupo norte-americano Qualcomm.

A comissária da União Européia afirmou que sua decisão envia “um sinal importante” a outros países que estão se preparando para decidir se adotarão o DVB-H ou outro padrão.

Os países da União Européia agora terão a obrigação de encorajar o uso do DVB-H, segundo a Comissão. Alguns dos países-membros, como Reino Unido, Alemanha e Holanda, se opunham à adoção do DVB-H como padrão único para o bloco.

Mas o Executivo da União Européia declarou na segunda-feira que o padrão era o mais usado da Europa e que está em teste ou sendo lançado comercialmente em 16 países.

A GSM Association, que representa as operadoras de telefonia móvel européias, declarou que se manteria neutra quanto à tecnologia de TV móvel, já que o mercado é que deveria definir o padrão.

“Qualquer adesão oficial tem peso, mas não está claro que o DVB-H seja realmente o melhor padrão”, disse um porta-voz da associação.

As redes de TV disseram que a questão de que padrão endossar era quase irrelevante, já que o tema fundamental seria definir se os pacotes de TV móvel seriam capazes de se bancar economicamente.

“Como criar um serviço atraente, que conquiste o interesse das pessoas? Mesmo que seja gratuito e financiado por publicidade, quantos comerciais as pessoas desejariam assistir em uma telinha?”, disse Ross Biggam, diretor-geral da Associação de TV Comercial da Europa.

Reportagem de William Schomberg e Huw Jones

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