5 de Novembro de 2014 / às 14:33 / em 3 anos

TIM nega negociação para venda da empresa, diz que será protagonista em consolidação

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da TIM Participações, Rodrigo Abreu, negou nesta quarta-feira que haja qualquer tipo de negociação ou acordo para a venda da operadora e declarou que a companhia será “protagonista” do processo de consolidação do mercado, em discurso semelhante ao da rival Oi.

“Não existe nenhum tipo de conversa, negociação, acordo e nada, o que existe é especulação”, disse Abreu sobre reportagens veiculadas na semana passada, segundo as quais Oi, Vivo e Claro teriam fechado acordo para uma oferta de compra da TIM.

O executivo declarou que vê com “preocupação” a veiculação desse tipo de informação, uma vez que não se baseia em “nenhum fato”.

“É um cenário onde existe qualquer hipótese sobre reconfiguração estratégica e, obviamente, estamos atentos a essas possibilidades”, declarou Abreu. “Queremos ser protagonistas nesse processo (...) A atenção principal está focada no nosso plano de longo prazo.”

O novo presidente-executivo da rival Oi, Bayard Gontijo, também tem dito que a companhia será protagonista na consolidação do setor de telefonia. A Oi informou em agosto que contratou o banco BTG Pactual para avaliar uma oferta de compra da TIM.

Nesta quarta-feira, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse a jornalistas que representantes das empresas de telefonia Claro, Vivo e Oi negaram a ele terem chegado a acordo para comprar a TIM e dividir seus ativos.

“Conversei com dirigentes das empresas e todos eles negaram as notícias de que tinha sido fechado um acordo. Tem componente muito forte aí que é o mercado financeiro interessado em participar do negócio e ganhar uma boa soma de comissões. Se isso vai ser realizado, se vai ser aprovado pelo governo (federal), tem que ser avaliado do ponto de vista da concorrência”, disse Bernardo.

Em reunião com analistas sobre o balanço do terceiro trimestre, o presidente da TIM declarou que a posição da empresa é sólida do ponto de vista financeiro, estratégico e operacional, e que a companhia somente acompanhará oportunidades estratégicas que sejam adicionais a seu plano de crescimento.

“Temos acompanhado possibilidade estratégica que seja adicional ao nosso plano principal, que é executar o plano trienal, mas isso não significa que não estejamos atentos a outras oportunidades estratégicas”, afirmou.

“Prova disso foi a tentativa de compra da GVT. Saímos por conta da disciplina forte de investimentos. Quando chegou a um determinado valor, achamos contraproducente para os acionistas e saímos da disputa”, completou Abreu. A TIM perdeu para a Telefónica, controladora da Vivo, a disputa pela GVT em setembro, em uma operação que avaliada em cerca de 9 bilhões de dólares.

Abreu negou que as especulações de mercado envolvendo a TIM estejam afetando o dia a dia da gestão da empresa e voltou a afirmar que a operadora vem trabalhando com o banco Bradesco como assessor financeiro.

“O Bradesco nos assessorou no caso da GVT. Trabalhamos também com o Citibank e isso vai continuar”, disse ele.

RESULTADO

Abreu considerou positivo o resultado da TIM no terceiro trimestre, de lucro líquido de 348 milhões de reais, alta de quase 11 por cento frente ao mesmo período do ano passado. Ele ressaltou que apesar da receita líquida ter sido afetada pela queda da taxa de interconexão (VU-M) no período, houve compensação com crescimento do segmento de dados.

O presidente da TIM também afirmou que a área financeira da operadora está analisando a possibilidade de pagar à vista o espectro adquirido em setembro no leilão da frequência de 700 Mhz, da Internet móvel de quarta geração (4G).

“A análise do pagamento da licença está sendo feita do ponto de vista financeiro. O Guglielmo Noya (diretor financeiro) está analisando as opções de pagamento. Existe incentivo para pagamento à vista e está sendo considerado, uma decisão deve ser tomada em breve.”

A TIM analisa ainda a venda de torres, processo que deverá ser concluído até o fim do atual ano fiscal, disse Abreu, com o objetivo manter a estrutura de custos da companhia estável.

Às 12h19, as ações da TIM exibiam recuo de cerca de 1 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,62 por cento.

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