10 de Dezembro de 2014 / às 11:04 / 3 anos atrás

Motorista do Uber preso por estupro na Índia era um criminoso de carreira, diz polícia

NOVA DÉLHI (Reuters) - O motorista do Uber preso na Índia sob suspeita de estuprar uma passageira é um criminoso de carreira que estava solto sob fiança por assediar sexualmente uma mulher, informou a polícia, levantando novas preocupações sobre a segurança da popular companhia norte-americana de serviços online de táxi.

Policiais escoltam o motorista Shiv Kumar Yadav (de jaqueta preta), acusado de estupro, em Nova Dhéli. 8/12/2014. REUTERS/Adnan Abidi

Madhur Verma, vice-comissário da polícia de Nova Délhi, disse que Shiv Kumar Yadav, de 32 anos, possuía acusações que datavam de mais de uma década. Os crimes de Yadav incluem roubo, moléstia e posse de arma de fogo sem licença. 

Verma disse em sua página no Twitter, na terça-feira, que Yadav era um “bandido de longa data” em sua cidade natal de Mainpuri, no Estado de Uttar Pradesh, norte do país. Na segunda-feira, uma corte de Délhi determinou que ele ficasse detido em custódia por três dias.

O ataque salientou o fracasso na regulamentação do crescente mercado de serviços online de táxi por aplicativo na Índia, a falta de fiscalização de motoristas pelo Uber, a incompetência de agências de aplicação da lei e o quão fácil é obter referências de caráter falsificadas no país. 

O caso desencadeou protestos, questionamentos no Parlamento e reacendeu um debate sobre a segurança de mulheres na terceira maior economia da Ásia, especialmente em Nova Délhi, que é considerada a capital do estupro na Índia. 

Yadav é acusado de estuprar uma mulher em Mainpuri, cerca de 200 quilômetros ao sudeste de Nova Délhi, no ano passado. A polícia queria mantê-lo preso, mas foi concedida fiança a ele.

A indignação pública foi motivada também após o Uber ter reconhecido que não realiza checagem de antecedentes em motoristas. Em vez disso, a companhia depende do governo indiano para realizar tais inspeções ao emitir suas licenças comerciais.

Motoristas do Uber disseram à Reuters que foi apenas solicitado a eles que fornecessem suas carteiras de motorista, comprovante de endereço e documentos de registro do veículo. Um motorista disse nunca ter sido entrevista pelo Uber e que a companhia de viagem onde trabalha completou todas as formalidades em seu nome. 

O Uber não responde a pedidos de comentários. 

O governo indiano solicitou que todos os governos estaduais proibissem o Uber e todas as outras companhias de táxi não registradas da web, citando preocupações de segurança aos passageiros. 

A medida na Índia foi acompanhada por ações judiciais ou do governo contra o Uber na Tailândia, na Espanha e nos EUA sobre questões de segurança.

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