11 de Dezembro de 2014 / às 20:49 / 3 anos atrás

Presidente do Conselho da Telefónica viaja a Londres para negociar com BT

LONDRES/MADRI (Reuters) - A batalha para se tornar a parceira de celular da empresa de telecomunicações britânica BT intensificou-se nesta quinta-feira, enquanto o presidente do Conselho de Administração da espanhola Telefónica, controladora da O2, voou para Londres e os donos da operadora Everything Everywhere (EE) indicaram que podem oferecer termos mais atraentes para fechar o negócio.

A BT tem negociado com a Telefónica e os donos da EE, Orange e Deutsche Telekom, há aproximadamente um mês acordo para comprar uma das operadoras de celular, colocando a empresa britânica em uma posição forte para negociar.

Pessoas próximas ao tema disseram que a Telefónica pretende fechar um acordo que inclua obter algumas ações na BT, e outras fontes disseram nesta quinta-feira que Orange e Deutsche também estão agoras dispostas a aceitar ações da BT.

Três fontes com direto conhecimento do assunto disseram que a BT deverá escolher entre as duas empresas até o início da semana que vem, com um anúncio ocorrendo provavelmente antes disso. O presidente do Conselho da Telefónica, Cesar Alierta, viajou a Londres nesta quinta-feira para ajudar nas negociações.

Um acordo com a Telefónica devolveria a O2 a seu dono original, já que se separou da endividada BT via flutuação de ações em 2001 e depois foi comprada pela Telefónica no início de 2006.

Um retorno ao mercado de celular agora daria à BT uma forte posição enquanto o mercado de telecomunicações britânico converge com apenas uma operadora oferecendo pacotes “combos” de banda larga fixa e móvel, telefonia e serviços de TV paga.

Mas entre as questões que o Conselho da BT tem que pesar é se prefere ter a Telefónica, ou a francesa Orange e a alemã Deutsche Telekom entre seus acionistas.

A Telefónica teve um relacionamento difícil com seu parceiro anterior, a Telecom Itália, da qual foi o maior acionista, mas agora está em processo gradual de saída.

A Telefónica também é vista como a mais agressiva entre as três companhias e sua ambição de consolidar os mercados onde opera pode levá-la no longo prazo a visar mais controle na BT, disse uma das fontes.

A Orange e a Deutsche já tiveram algumas vezes relacionamento difícil ao administrar a EE.

Em um sintoma da intensificação das atividades de fusões na indústria de telecomunicações enquanto os serviços se convergem, a operadora Hutchison deverá em breve realizar uma oferta para qualquer operadora que ficar de fora de um acordo com a BT, disseram outras duas fontes.

BT, Telefónica, Orange e Deutsche Telekom não comentaram.

Por Robert Hetz e Sophie Sassard

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