16 de Dezembro de 2014 / às 13:47 / em 3 anos

Iniciativas online miram mercado global de consumidores muçulmanos

(Reuters) - De guias de viagens a portais de compras, novas iniciativas de Internet buscam capitalizar o crescente mercado de “estilo de vida muçulmano”, que está se ampliando para além de comida para incluir áreas como turismo, moda e cartões de crédito.

Excluindo alimentação, onde as restrições da dieta halal devem ser seguidas, a maioria dos 1,6 bilhão de muçulmanos do mundo estão satisfeitos em comprar a maioria de seus produtos e serviços de fornecedores convencionais.

Uma crescente minoria, no entanto, quer certificar mais áreas do que consomem como religiosamente permitidas, uma tendência que parece se dever em parte ao crescimento da renda nas regiões de maioria muçulmana do Golfo e do Sudeste Asiático, e também à ampliação de escolhas para os consumidores.

De algumas maneiras, a tendência se assemelha ao salto no consumo de produtos de luxo em mercados emergentes, à medida que novos consumidores ricos buscam expressar suas identidades em parte através do que compram.

Por exemplo, consumidores muçulmanos podem querer se hospedar em hotéis amigáveis ao Islã que proíbam álcool, vestir roupas que tenham sido desenhadas especificamente para atender às ideias muçulmanas de modéstia, e usar medicamentos que foram verificados e atestados para não conter álcool, ou gelatinas feitas com produtos animais banidos.

O mercado de estilo de vida muçulmano está espalhado ao redor do mundo, portanto algumas empresas estão tentando capturar mais ganhos com a Internet. Uma delas é a CrescentRating, de Cingapura, uma firma que foca no mercado de viagens halal.

“Esta é uma indústria muito fragmentada de transações em grande parte offline, sem nenhum grande competidor real. Está em uma posição ideal para ruptura de um ponto de vista empresarial”, disse seu presidente-executivo, Fazal Bahardeen.

O turismo é uma área de oportunidade; consumidores muçulmanos gastaram estimados 140 bilhões de dólares em viagens e turismo em 2013, segundo a DinarStandard, de Nova York, empresa de pesquisa especializada em mercados muçulmanos.

Por Bernardo Vizcaino

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